A política brasileira é marcada por disputas que vão muito além das urnas. No campo simbólico, cada gesto, imagem ou palavra pode se transformar em uma poderosa ferramenta de influência. A ideia de manter o nome de Lula constantemente presente, inclusive entre seus opositores, é uma jogada de mestre do ponto de vista do marketing político. Em um ambiente polarizado, a lembrança é o ativo mais valioso. Estar na mente do público, mesmo que de forma controversa, significa dominar o debate e ditar a pauta.
A homenagem feita a Lula por uma escola de samba no carnaval do Rio de Janeiro exemplifica essa estratégia. O desfile, que gerou reações intensas entre apoiadores e críticos, funcionou como um catalisador de atenção. Enquanto os bolsonaristas se indignavam e multiplicavam comentários nas redes sociais, o nome de Lula se espalhava ainda mais, alcançando públicos diversos e reforçando sua presença simbólica. O resultado é paradoxal: quanto mais se tenta rejeitar a figura, mais ela se consolida no imaginário coletivo.
O marketing político contemporâneo entende que a visibilidade é o primeiro passo para a influência. A rejeição, quando bem administrada, pode ser convertida em força. Lula, ao longo de sua trajetória, tornou-se um personagem que transcende a política tradicional, transformando-se em símbolo de resistência, liderança e, para alguns, de controvérsia. Essa dualidade o mantém relevante, pois desperta emoções intensas — e emoção é o combustível da comunicação política.
O carnaval, com sua potência cultural e midiática, é o palco ideal para essa disputa simbólica. Ao unir arte, política e espetáculo, ele cria narrativas que ultrapassam o sambódromo e invadem o cotidiano das pessoas. A homenagem a Lula, portanto, não foi apenas um ato artístico, mas uma ação estratégica que reforçou sua presença na memória coletiva.
No fim, a jogada é clara: transformar a oposição em veículo de divulgação. Cada crítica, meme ou comentário negativo contribui para manter o nome de Lula vivo no debate público. É o marketing político em sua forma mais sofisticada — aquele que entende que, em tempos de polarização, ser lembrado é mais importante do que ser amado. E, nesse jogo de memórias e emoções, Lula permanece 100% presente na mente de seus adversários.
Régis Oliveira/Caminho Político
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