sábado, 11 de abril de 2026

Maldito é o Enganador: A política é um palco de promessas e traições, onde a confiança é uma moeda rara e a ambição, um motor implacável.

No centro dessa trama, encontramos o vereador Dilemário Alencar, outrora um fiel escudeiro do prefeito Abilio Brunini, agora fadado ao ostracismo político. Sua lealdade cega, em troca de uma promessa vazia de poder, o conduziu a um beco sem saída, onde a desmoralização é o preço a ser pago.
Oito meses atrás, embalado por palavras de Abilio, Dilemário vislumbrou-se como o próximo presidente da Câmara de Cuiabá. A promessa era doce, o futuro parecia brilhante. Em nome dessa ilusão, ele abriu mão de sua própria candidatura a deputado estadual, um sacrifício que, em retrospecto, se revela um erro fatal. Apoiou a candidata do prefeito, Paula Calil, que, como esperado, ascendeu à presidência.
Mas a traição não parou por aí. Dilemário, em sua ânsia por agradar, estendeu seu apoio a Samantha Íris, esposa do prefeito, na disputa eleitoral. Um ato de subserviência que o deixou ainda mais exposto, sem base própria e dependente das migalhas de poder oferecidas por Abilio. A cada passo, Dilemário se afundava mais em um pântano de decepções.
A recompensa por sua lealdade? O silêncio. A preterição na Mesa Diretora, um golpe amargo que o deixou desmoralizado perante seus pares. Aquele que um dia foi o líder do prefeito na Câmara, agora se encontra isolado, um exemplo vivo de que a política, por vezes, cobra um preço alto demais pela confiança depositada em quem não a merece.
A história de Dilemário Alencar serve como um conto de advertência. Um lembrete de que a ambição desmedida e a falta de discernimento podem levar um homem à ruína. O enganador, por mais astuto que seja, colherá os frutos amargos de suas ações. E o enganado, se não aprender com seus erros, estará fadado a repetir o ciclo de decepções.
A política cuiabana, palco de intrigas e jogos de poder, revela mais uma vez sua face cruel. Dilemário, o vereador que se vendeu a preço de promessas, agora amarga o sabor amargo da derrota, um mártir de sua própria ingenuidade. A Mesa Diretora, outrora um sonho, agora se torna um símbolo de sua queda.
O futuro de Dilemário é incerto. Resta-lhe a reflexão sobre os caminhos que o trouxeram até aqui. A política exige jogo de cintura, mas também integridade. E quando a integridade se perde em troca de promessas vazias, o resultado é, invariavelmente, a desmoralização e o esquecimento.
Assim, a lição ecoa: maldito é o enganador, mas também aquele que se deixa enganar. A política é um espelho que reflete as virtudes e os vícios de seus praticantes. E, neste caso, o reflexo é sombrio, tingido pelas cores da traição e da ambição desenfreada. Dilemário Alencar, um nome que, por ora, se perde nas sombras da Câmara de Cuiabá, um aviso para os que ousam trilhar o mesmo caminho.
Régis Oliveira/Caminho Político
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