Deputado Dr. João José

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Mato Grosso no Coração

sábado, 6 de junho de 2026

Haddad denuncia contrato de meio bilhão de Tarcísio com empresa de paraíso fiscal: “Estamos levando ao MP”

Fernando Haddad, afirmou neste sábado, em entrevista ao podcast Três Irmãos, que será preciso “passar em revista” a administração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A declaração foi feita ao comentar uma denúncia envolvendo a Prodesp, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e um contrato de R$ 475,8 milhões ligado ao programa Muralha Paulista. “Vamos ter que passar em revista a administração do Tarcísio. Ontem houve uma denúncia em relação ao contrato da Prodesp, com dinheiro da Secretaria de Segurança, que contratou, por quase meio bilhão de reais, uma empresa formada há menos de um ano”, disse Haddad.
O ministro também citou a sede da empresa em Delaware, nos Estados Unidos, local conhecido por regras societárias favoráveis e baixa transparência sobre beneficiários finais.
“A sede dela fica em Delaware, um paraíso fiscal nos EUA. Lula, em uma das conversas com Trump, tem denunciado a prática de lavagem de dinheiro do crime organizado brasileiro em Delaware”, afirmou.
Segundo Haddad, as informações estão sendo levadas ao Ministério Público. “Como é que uma empresa com menos de um ano de existência consegue um contrato de meio bilhão de reais com o Governo do Estado, sem licitação?”, questionou.
Denúncia mira contrato da Prodesp
O caso citado por Haddad se refere a uma representação apresentada pelo deputado estadual Antonio Donato (PT) ao Ministério Público de São Paulo. O parlamentar acusa o governo Tarcísio de usar a Prodesp como intermediária para repassar recursos públicos à empresa Paladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia Ltda.
Segundo a denúncia, a Prodesp firmou uma “Parceria em Oportunidade de Negócio” com a Paladium. Depois, a estatal celebrou contrato com dispensa de licitação com a Secretaria da Segurança Pública para implementar a solução tecnológica da empresa no programa Muralha Paulista.
Donato afirma que a operação configuraria uma triangulação contratual para permitir a contratação indireta de um fornecedor privado sem concorrência pública. A representação pede a suspensão imediata do contrato e a abertura de inquérito civil para apurar possível improbidade administrativa e dano ao erário.
A denúncia também questiona cláusulas de propriedade intelectual que, segundo o parlamentar, poderiam gerar dependência tecnológica do Estado em relação à empresa privada.
Outro ponto levantado é a estrutura societária da Paladium. A representação afirma que a empresa, criada em julho de 2024, teria vínculos com holdings em Delaware e Nassau, nas Bahamas.
O deputado também aponta indícios de sobrepreço. Segundo a denúncia, soluções de mercado com funções semelhantes poderiam custar cerca de 10% dos valores apresentados pelo governo paulista.
Assessoria/Raony Salvador/Revista Forum/Caminho Político
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