O jantar do presidente Lula com empresários, que aconteceu na noite de sexta-feira, 25, em São Paulo, teve alta adesão de controladores de grandes empresas e executivos de primeiro escalão. Inicialmente previsto para receber cerca de 200 convidados, o evento teve mais de 700 convidados. A procura pelo encontro foi tão grande na última semana, que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) suspendeu o sistema de confirmação de presença. O local do encontro também precisou ser mudado, bem como o formato. Antes previsto para ser realizado no Hilton e com serviço em mesas, o evento foi transferido para o Tivoli Mofarrej, com maior capacidade disponível. Os convidados ficaram dispostos enfileirados. Os organizadores Esfera, Prerrogativas e Parlatório tiveram que reduzir as listas de convidados.
Entre os empresários presentes estavam Joesley Batista e Gilberto Tomazoni (JBS), Gustavo Pimenta (Vale), Milton Maluhy (Itaú), Ricardo Lacerda (BR Partners) e Sergio Zimerman (Petz). O jantar também contou com a presença de comandantes de grandes empresas membros de diferentes associações empresariais, como seguros e resseguros, construção civil e industriais.
Antes do jantar, empresários ouvidos pela reportagem afirmaram que o comparecimento em massa do PIB brasileiro ao jantar não significa endosso ou aval à candidatura de Lula (PT). O movimento mostra que o empresariado quer ouvir propostas que foram pouquíssimo discutidas durante a campanha para as eleições de 2026. Uma das fontes afirmou que o sentimento geral é de que nunca o nível de discussões foi tão pífio, em relação a outras eleições. A apreensão é geral.
Os empresários esperam diretrizes concretas, principalmente em relação à questão fiscal. No dia 12, durante comício em Curitiba, Lula disse que “para o governo investir, é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit”. De maneira geral, a percepção é que se, caso nada for feito em relação à busca pelo maior equilíbrio das contas públicas, o País pode enfrentar uma situação de choque, a partir do próximo ano.
Os empresários esperam diretrizes claras para a política econômica. A ausência de propostas concretas, avaliou um fonte, seria recebida com frustração.
Assessoria/Cristiane Barbieri/Caminho Político
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