O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas, e que também é advogado do filho do presidente Lula Fábio Luiz, que a imprensa e adversários de Lula chamam de Lulinha, participou de um programa de entrevistas na TV Jovem Pan, também conhecida como Jovem Klan, por seu alinhamento com o bolsonarismo e a extrema direita em geral. Numa discussão sobre o banco Master, o advogado argumentou que a origem do banco aconteceu no governo Bolsonaro, quando Campos Neto, contrariando o presidente do Banco Central anterior, do governo Temer, Ilan Goldfajn, permitiu que Daniel Vorcaro virasse banqueiro, coisa que o anterior não permitiu por duas vezes.
O banco Máxima virou então banco Master, sob a presidência do Banco Central de Roberto Campos Neto, escolhido por Jair Bolsonaro, e no governo do ex-presidente, atualmente preso, condenado a 27 anos de 3 meses de prisão.
Marco Aurélio de Carvalho foi didático nas definições da origem do banco e de seu crescimento durante o governo de Jair Bolsonaro, inicialmente com os consignados do INSS cunhou ao final a frase definitiva, que dá título a esta matéria.
“A Luana [participante do programa] seguramente sabe disso, como boa cientista política que é. Ele conseguiu essa autorização já no governo Bolsonaro em 2019, através de uma autorização dada pelo então presidente do Banco Central, Campos Neto. A partir daí, o que esse banco fez? Começou a operar com a base do consignado do INSS. Com autorização de uma medida provisória assinada por quem? Pelo presidente Bolsonaro, pelo então presidente Bolsonaro, inominável, né? E também pelo tal do Posto Ipiranga.
Vocês lembram disso? A medida provisória tá lá. Se alguém tiver dúvida, basta acompanhar. A partir daí, esse banco começou a crescer de forma exponencial.
Inclusive tentando operar também através de uma medida provisória com a base do Auxílio Brasil. E começou a receber aportes bilionários de governos de estados alinhados com o Bolsonaro e com o bolsonarismo. Esse banco tem pai e tem mãe.
(…) Vamos falar sobre isso. Esse banco tem pai e tem mãe. O pai é o Bolsonaro, a mãe é o Campos Neto e o irmãozão é o Flávio Rachadinha, que é candidato à presidência da República.
Nós vamos negar? O líder do governo [senador Jacques Wagner] dialogou com o sócio desse banco, à época nem era sócio desse banco, que era o Augusto Lima, e vai ter oportunidade de se explicar.”
Assessoria/ Antonio Mello/Caminho Político
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