Deputado Dr. João José

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Mato Grosso no Coração

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Risco de fuga: PF é acionada para apreender passaporte de Flávio Bolsonaro, que planeja viagem aos EUA

O deputado federal Reimont (PT-RJ) apresentou uma representação, nesta quinta-feira (21), solicitando o bloqueio de bens e apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Bolsonaro, Jair Renan, Carlos Bolsonaro, Mário Frias (PL-SP) e do ex-governador Cláudio Castro. O objetivo, segundo o parlamentar, é impedir que Flávio utilize sua viagem programada para os Estados Unidos como uma rota de fuga das investigações que apuram sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal (PF).
“Esses homens podem ser uma rede de distribuição de recursos que precisam ser rastreados para que o dinheiro dos aposentados e pensionistas seja reintegrado ao Rioprev”, afirmou Reimont.
Viagem aos EUA e risco de fuga de Flavio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro embarca na próxima segunda-feira (25) para Washington, buscando uma eventual reunião com o presidente Donald Trump. A pré-campanha informa que o encontro estaria sendo articulado pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio e pelo irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA. Até o momento, a Casa Branca não confirmou oficialmente a reunião.
A viagem, entretanto, não é apenas simbólica. Para Reimont, ela exacerba o risco de fuga, já que Flávio se deslocaria para fora do país em meio ao escândalo dos pagamentos milionários de Vorcaro, supostamente ligados ao financiamento do filme Dark Horse, ao caso do Banco Master e desvios de recursos do Rioprev.
Esquema financeiro envolvendo Banco Master e Rioprev
Documentos, mensagens e áudios indicam que Flávio recebeu de Vorcaro R$ 61 milhões em transferências privadas durante o período em que o governo do Rio de Janeiro enviou quase R$ 1 bilhão do Rioprev para fundos geridos pelo Banco Master. A suspeita é que parte desses recursos tenha sido direcionada a beneficiários ligados à família Bolsonaro e a empresas associadas ao projeto cinematográfico, configurando um possível desvio de dinheiro público.
A produtora do longa, GoUp Entertainment, pertence a Karina Ferreira da Gama, que também preside ONGs que receberam emendas parlamentares milionárias de deputados bolsonaristas, incluindo recursos para a própria produção do filme. Especialistas indicam que o caso pode configurar corrupção, lavagem de dinheiro e peculato, caso seja confirmada a triangulação financeira entre o banco, o governo estadual e a produtora.
Mário Frias
O caso se estende a Mário Frias (PL-SP), intimado pelo ministro Flávio Dino, do STF, para prestar esclarecimentos sobre o envio de emendas parlamentares à ONG vinculada ao filme. Frias se encontra atualmente no exterior, no Bahrein, em agendas que alega serem institucionais — informação negada pela Câmara.
O endereço oficial fornecido à Câmara para notificação não pertence mais a Frias, impossibilitando a entrega da intimação. A situação levantou suspeitas de desvio de função e manobras para driblar a Justiça, reforçando o alerta de Reimont sobre o risco de fuga de Flávio caso ele siga viagem sem a devida apreensão do passaporte.
Assessoria/ Ivan Longo/Caminho Político
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