Após a convenção estadual do Republicanos, o deputado federal Euclydes Pettersen, presidente do diretório mineiro, foi a Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, para se encontrar com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). O objetivo foi discutir a continuidade da pré-candidatura de Cleitinho ao governo do estado. A presença de Cleitinho era esperada na convenção para confirmar sua candidatura ao Palácio Tiradentes, mas ele não esteve presente. O senador declarou que só fará o anúncio de sua decisão em 5 de agosto, data limite para as convenções partidárias.
As opiniões entre os políticos presentes na convenção sobre a ausência de Cleitinho são variadas. Alguns veem isso como uma estratégia para manter seu nome em destaque até o anúncio oficial. Outros acreditam que a recente perda do irmão caçula ainda afeta Cleitinho e sua família, o que pode levá-lo a priorizar o tempo com os familiares.
Outro membro da família Azevedo, Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis, esteve presente e confirmou sua candidatura a deputado federal. Ainda abalado pela morte do irmão Matheus Azevedo, Gleidson optou por não falar com a imprensa.
Durante a convenção, o deputado estadual Carlos Henrique (Republicanos) anunciou que a executiva estadual recebeu a incumbência de definir os candidatos da sigla até 5 de agosto. Ele também confirmou que será formada uma coligação com a federação União Progressistas e o Podemos.
Essa decisão pode fortalecer a campanha de Marcelo Aro (PP), ex-secretário de governo de Minas Gerais, que atualmente é pré-candidato ao Senado. No entanto, devido a um conflito com o senador Carlos Viana (PSD), que busca a reeleição, Aro é visto como uma possível alternativa ao governo de Minas Gerais caso Cleitinho desista.
A percepção é de que, após Cleitinho, Aro tem a maior capacidade de unir políticos de direita e extrema-direita. O progressista mantém fortes laços com a base bolsonarista, sendo considerado um plano B do Partido Liberal (PL) nesta fase final.
Para o PL, apoiar Aro também ajudaria no projeto presidencial, já que Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, informou ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) que a federação se manterá neutra na disputa pelo Executivo nacional.
O apoio a um candidato do Progressistas faz parte de uma grande articulação nacional para reaproximar os políticos, semelhante ao que foi feito na disputa pelo governo do Distrito Federal, com a retirada da pré-candidatura de Izalci Lucas (PL-DF) para apoiar a reeleição de Celina Leão (PP-DF).
Assessoria/BossaNews/Caminho Político
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