Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop,
Cáceres e Cuiabá sediam os encontros para discutir a lei que prevê otimização
dos gastos públicos.
O município de Barra do Garças, distante 500
km da capital Cuiabá, recebe nesta quinta-feira (11), audiência pública para
debater a proposta de elaboração da Lei de Eficiência Pública (LEP-MT). A
discussão acontece no Centro de Cultura e Convenções “Fernando Peres de Farias”,
na sede da Prefeitura Municipal, às 14h (horário de Brasília).
Barra do Garças é o segundo município de
Mato Grosso que sedia audiência pública sobre a LEP-MT. Na semana passada, a
população de Rondonópolis debateu a proposta de construção da lei que regulamenta
novas ferramentas para as administrações públicas do Estado.
As audiências públicas são promovidas pela
Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em parceria com a Assembleia
Legislativa. Além das duas cidades, os eventos ocorrem também em Sinop (15 de abril),
Cáceres (18 de abril) e em Cuiabá, no dia 22 de abril.
Durante a audiência pública, será ministrada
palestra com o tema “Mato Grosso Socioeconômico e suas desigualdades”.
Posteriormente, acontece a apresentação da proposta da LEP-MT e é realizada
mesa redonda para a discussão sobre o projeto. A projeção de um Mato Grosso
mais dinâmico também será mostrada, após estudo realizado no ano passado pelo
renomado economista Paulo Rabelo de Castro, da RC Consultores.
LEI
DA EFICIÊNCIA
Idealizador
da LEP-MT, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD),
considera essencial para os poderes constituídos, a redução nas atividades
administrativas, inclusive folha de pagamento, para a realização de
investimentos nas áreas essenciais como saúde, educação, segurança e
infraestrutura. “A proposta tem como objetivo a otimização e aplicação dos
recursos públicos em investimentos que atendam com qualidade o cidadão. Uma das
nossas prioridades para este ano na Assembleia Legislativa é aprovar a LEP-MT,
que é ainda mais rigorosa que a Lei de Responsabilidade Fiscal, no sentido de
coibir o avanço dos gastos com a máquina estatal”.
A proposta da LEP-MT está embasada nas
recomendações feitas por Paulo Rabelo, que realizou estudos sobre Mato Grosso
em relação à aplicação da receita e seus impostos após solicitação da AMM, na
gestão do ex-presidente e atual secretário de Estado de Desenvolvimento Rural e
Agricultura Familiar (Sedraf), Meraldo de Sá (PSD), acompanhada pelo então
superintendente Maurício Munhoz, com a participação da Assembleia Legislativa e
parlamentares como Riva, que defende o estabelecimento de diretrizes econômicas
para o Estado utilizar melhor os tributos recebidos.
Neste estudo realizado, foi detectado que
o gasto com folha de pagamento do funcionalismo é maior do que o crescimento da
arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), maior fonte de
receita do Estado. Com o pagamento dos servidores, o custo aumentou 18% desde
2005, enquanto a arrecadação cresceu 6% anualmente. Por isso, o economista
afirmou que é preciso reequilibrar as contas públicas, elevar o índice de
investimentos, passando dos atuais 21% para 26%, além da aprovação da LEP-MT.
VISITAS
Além das audiências
públicas nos municípios, os deputados estaduais iniciaram visitas a outros
Estados para conhecer os modelos de gestão que deram certo em outros entes da
federação para auxiliar na elaboração da LEP-MT. A primeira administração
conhecida foi de Pernambuco (PE), gerenciada por Eduardo Campos (PSB)
Assessoria de Imprensa da Presidência

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