Unidade de saúde atende dez municípios da
região Médio Norte. Atraso no repasse do Governo do Estado está inviabilizando
funcionamento.
A
possibilidade de fechamento do Hospital e Ambulatório São João Batista, em
Diamantino, foi o tema de uma reunião realizada nesta quarta-feira (10), no
gabinete do presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD). Os
prefeitos de Diamantino, Juviano Lincoln e de Nortelândia, Neurilan Fraga, ambos
do PSD, pediram apoio para evitar que a população de dez municípios da região
Médio Norte do Estado seja prejudicada.
O atraso no repasse de recursos através de um convênio com o
Governo do Estado está inviabilizando o funcionamento do maior hospital da
região. Segundo as lideranças municipais, há mais de oito meses os repasses não
vem sendo feitos e a dívida já supera os R$ 800 mil reais. No final do ano
passado o hospital suspendeu as internações e cirurgias.
“Não podemos permitir que o hospital feche suas portas, pois
atende mais de 4.500 pacientes por ano, beneficiando não só o município de
Diamantino mas uma população estimada em 200 mil pessoas nos nove municípios
vizinhos”, disse o presidente da Assembleia Legislativa ao final da reunião.
O deputado José Riva se comprometeu a agendar uma reunião com o
governador Silval Barbosa (PMDB) para agilizar uma solução para o problema. O
líder do Governo no legislativo estadual, deputado Romoaldo Júnior (PMDB),
também participou da reunião organizada a partir de um pedido das lideranças
comunitárias da região.
Na última segunda feira (8), aconteceu em Diamantino uma reunião
prévia com a presença de diversas lideranças políticas e comunitárias, quando
foram discutidas estratégias para superar a crise que afeta a saúde no
município, penalizando ainda a população de Alto Paraguai, São José do Rio
Claro, Nova Maringá, Nortelândia, Nova Marilândia, Rosário Oeste, Arenápolis,
Nobres e Santo Afonso.
O deputado José Domingos Fraga (PSD), que acompanhou os prefeitos,
destacou o clamor da sociedade por uma solução imediata que evite a paralisação
das atividades. “Milhares de pessoas dependem deste atendimento médico e nossa
expectativa é que os repasses sejam normalizados imediatamente, além do
pagamento em parcelas da dívida acumulada ao longo dos últimos meses”, disse o
parlamentar.
O hospital é administrado pela Associação Beneficente e Cultural
Coração de Maria, entidade beneficente sem fins lucrativos. A instituição de
saúde conta com nove médicos, 48 funcionários e nove religiosas da Congregação
das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.
Assessoria de Imprensa da Presidência

Nenhum comentário:
Postar um comentário