Deputado Dr. João José

Deputado Dr. João José
Mato Grosso no Coração

quinta-feira, 11 de abril de 2013

"Deputado Márcio Pandolfi alerta para a falta de gestão nas obras da Copa"

O deputado estadual Márcio Pandolfi (PDT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, nesta quinta-feira (11) para lamentar os atrasos e cancelamentos de obras Copa do Mundo de Futebol de 2014. Isto, a exemplo do que fez o senador Pedro Taques (PDT), esta semana na tribuna do Senado Federal.

Pandolfi se disse motivado pelo discurso do companheiro de partido, que expôs um quadro lamentável. A preocupação, falou o deputado, aumentou ainda mais depois que o Governo anunciou, nesta terça-feira (9), a contratação de duas novas empreiteiras para retomar as obras paralisadas de três trincheiras, num valor adicional de 10%. 

“O alerta do companheiro Pedro Taques foi pertinente. A escolha de Cuiabá como cidade-sede trouxe orgulho a todos nós. Contudo, agora enfrentamos uma nova e triste realidade: obras canceladas, atrasadas e com valores superiores do previsto”.

O deputado disse que entre as obras atrasadas a mais preocupante é a da Arena Pantanal. “Tenho certeza que essa obra ficará pronta, pois sem Arena não há Copa. Mas a que custo”, perguntou Pandolfi.

O custo inicial da Arena Pantanal foi estimado em R$ 342 milhões e a previsão de entrega era dezembro do ano passado. Contudo, atualmente, o valor da obra já saltou para R$ 519 milhões e a previsão de entrega é outubro deste ano. “Essa diferença de valores [do lançamento da obra até agora] corresponde a um aumento em 52%. Ou seja, são R$ 177 milhões a mais do previsto inicialmente”, disse.
O valor excedente, avalia Pandolfi, destoa da realidade do Governo do Estado que deve mais de R$ 40 milhões aos municípios em repasses da Saúde; e este ano, ainda tenta reduzir o valor desses repasses em 50%  legando falta de orçamento. “Contudo, R$ 117 milhões estão sendo gastos a mais apenas no estádio. E se falta concluir 40% dessa obra da Arena, quanto será que vem a mais em aditivo por aí”, indagou.

O deputado também listou as obras canceladas como o teleférico em Chapada dos Guimarães. Além de não implantar o teleférico, o Governo gastou R$ 600 milhões no projeto básico. “Esse valor jamais será ressarcido aos cofres públicos”, alertou Pandolfi.

Outra “promessa” não cumprida é a revitalização do bairro do Porto, em Cuiabá. Cancelaram o projeto da construção de um Centro Turístico com planetário; um aquário gigante; e shopping popular.

Mas o ato mais grave, considera o deputado, foi o cancelamento das obras civis, que atingiu os projetos do Centro de Comando e Controle; do complexo da Politec; de delegacias; de batalhões da Polícia Militar e dos Bombeiros; e uma base comunitária. 

Para o deputado, a gestão dos recursos públicos merece mais atenção. “Para o povo mato-grossense, em especial os cuiabanos, a frustração é grande. Pois a Copa promete deixar apenas uma Arena e poucos viadutos”.

LEIA O DISCURSO NA ÍNTEGRA: 

Cuiabá, 11 de abril de 2013
Discurso Obras da Copa do Mundo de Futebol 2014 em Cuiabá
Senhor presidente,
Senhores deputados e senhora deputada,
Senhoras e Senhores que nos acompanham,
Motivado pelo discurso e o alerta pertinente do companheiro do meu partido, o senador Pedro Taques  que usou a tribuna do Senado Federal para falar sobre as obras da COPA de 2014 em Cuiabá  faço algumas considerações:
Em maio de 2009, Cuiabá foi escolhida uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014. A escolha trouxe orgulho a todos nós. O mato-grossense vibrou; comemorou com a possibilidade de o evento deixar um legado, sobretudo a Cuiabá.
Contudo, agora enfrentamos uma nova e triste realidade: obras canceladas, atrasadas e com valores superiores ao previsto.
Vou citar alguns exemplos de OBRAS CANCELADAS
1) Começamos por Chapada dos Guimarães. A esta bela cidade turística, em 2009, foi feita a promessa de implantação de um teleférico ao custo previsto de R$ 6 milhões. Três anos depois, assistimos o cancelamento da obra. Porém, constata-se que o Governo Estadual já pagou algo em torno de R$ 600 a uma empresa para a elaboração do projeto básico. Esse valor jamais será ressarcido aos Cofres Públicos.
2) Outra “promessa” não cumprida é a revitalização do bairro do Porto, em Cuiabá. Cancelaram o projeto da construção de um Centro Turístico com planetário; um aquário gigante; e shopping popular.
3) E no início 2013, fomos tristemente surpreendidos com a notícia de que todas as obras civis previstas para o setor  dentro da plataforma de projetos da Copa-- foram suspensas e retiradas da lista de preparativos;
Trata-se do corte em um dos mais importantes legados da competição. Pois atingiu os projetos do Centro de Comando e Controle; do complexo da Politec; de delegacias; de batalhões da Polícia Militar e dos Bombeiros; e uma base comunitária.
Somente o projeto do Complexo da Politec previa cerca de 10 mil metros quadrados de área construída, incluindo a Coordenadoria de Medicina Legal, laboratórios forense e de DNA, e um centro de convenções. No Complexo de Segurança do bairro Jardim Cuiabá, aqui em Cuiabá, estavam previstas as sedes das delegacias de Apoio ao Turista e de Combate à pirataria, além do 10º Batalhão da PM. A obra também foi descartada.
No próprio site do Governo do Estado, as obras previstas para os setores da Segurança Pública, Saúde e Turismo já não constam mais.
Agora vou citar as OBRAS QUE ESTÃO ATRASADAS
E o quadro é preocupante.
O último balanço do Tribunal de Contas do Estado aponta que, faltando apenas 15 meses para a Copa do Mundo de 2014, 10 obras previstas na Matriz de Responsabilidade do evento sequer tiveram início. Quase 90% das obras estão atrasadas.
Entre estas obras que não iniciaram estão:
1) A construção dos centros oficiais de treinamento na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e no bairro CPA;
2) O Fan Park, previsto para ser viabilizado no Parque de Exposições Senador Jonas Pinheiro, no bairro Dom Aquino;
3) E entre as obras atrasadas está a principal: Arena Pantanal.
A Arena Pantanal merece outro destaque: Estimada inicialmente em R$ 342 milhões e com previsão de ficar pronta em dezembro do ano passado, o custo da obra saltou para R$ 519 milhões e a previsão de término em outubro deste ano. Essa diferença de valores  do lançamento da obra até agora  corresponde a um aumento em 52%. Ou seja, são R$ 177 milhões a mais do previsto inicialmente.
Ao passo que o Governo do Estado deve mais de R$ 40 milhões aos municípios em repasses da Saúde. E este ano, tenta reduzir o valor desses repasses em 50%. Mas R$ 117 milhões estão sendo gastos a mais no estádio.
E lembrem-se: ainda falta concluir 40% dessa obra da Arena. Quanto será que vem a mais em aditivo por aí?
E por falar em gestão de recursos públicos, hoje, uma notícia estampou as páginas dos três principais Jornais da Capital: O Jornal A Gazeta; o Jornal Folha do Estado; e o Jornal Diário de Cuiabá expuseram mais uma fatura que o contribuinte terá que pagar:
Conforme as matérias, a três trincheiras que estavam paradas  a cerca de um mês  tiveram suas obras recontratadas com duas novas empreiteiras e, para a tristeza do contribuinte mato-grossense, o valor ficou 10% mais cara. Isso representa R$ 3,84 milhões a mais ao erário. 

Para o povo mato-grossense, em especial os cuiabanos, a frustração é grande. Pois a Copa promete deixar apenas uma Arena e poucos viadutos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário