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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

"Ato em frente ao INSS marca o Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência em MT"

Também ocorreram atos, assembleias e panfletagem em Cáceres, Jaciara, Sinop e Tangará da Serra.A proposta de Reforma da Previdência do governo de Michel Temer (PMDB) deixa a classe trabalhadora revoltada e mobilizada em todo o país, pois não iremos aceitar o fim do direito à aposentadoria. Isso ficou evidente em todo o Brasil nesta segunda-feira (19.02), o Dia Nacional de Luta, convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, data marcada para a votação da PEC 287/16, na Câmara Federal. Em Cuiabá, os sindicatos cutistas e outros ligados às demais Centrais, se concentraram na frente à Agência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) localizada na Avenida Getúlio Vargas para manifestar essa indignação com a famigerada “Reforma”. Além da realização do Ato Público foi feita panfletagem dialogando com os usuários do INSS e com a população chamando a atenção para os prejuízos que o governo do vampirão quer impor. Também ocorreram atos, assembleias e panfletagem em Cáceres, Jaciara, Sinop e Tangará da Serra.
De acordo com a presidente da CUT MT, João Luiz Dourado, essa reforma que o ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP) quer aprovar é um engodo pois retira direitos e ampliar as obrigações dos trabalhadores e trabalhadoras, além de entrega a previdência pública aos interesses do mercado, principalmente aos bancos privados.
João Dourado também lembrou que a intervenção militar no Rio de Janeiro é uma grande cortina de fumaça em decorrência da derrota iminente do governo na aprovação dessa proposta de Reforma, isso dará tempo para ele aglutinar forças. “Eles querem apenas fazer a intervenção militar no Rio, querem fazer no Brasil inteiro, pois não querem que ocorram as eleições, pois estão com medo, eles sabem que iremos restabelecer a democracia neste país, nas urnas”, completou o presidente da CUT MT.
Para a vice-presidente do Sintep/MT e presidente do Conselho Estadual de Políticas para Mulheres, Jocilene Barboza, não existem justificativas para a reforma. "Várias pesquisas e a CPI da Previdência mostram que a Previdência não é deficitária. Querem acabar com o maior sistema de Seguridade Social do mundo, que foi construído com muita luta dos trabalhadores", afirmou ressaltando que a previdência é um sistema formado pela seguridade, saúde e assistência social, portanto essa reforma não acaba apenas com o direito à aposentadoria.
Apesar das alterações apresentadas pelo relator da Reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), no dia 7 de fevereiro, a reforma prevê aumento da idade mínima de concessão da aposentadoria: 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Além disso, será necessário contribuir por 40 anos para se aposentar com 100% do salário.
Na prática, muitos trabalhadores irão contribuir por um longo período sem que tenham qualquer garantia de se aposentar quando sua força de trabalho for reduzida por conta da idade. A base aliada precisa garantir 308 votos para aprovar a PEC na Câmara dos Deputados.
A orientação é continuar pressionando para pressionar os parlamentares: Enviem e-mail para os parlamentares cobrando um posicionamento contrário à reforma da previdência, caso contrário, poderão perder votos nas eleições deste ano. Em Mato Grosso apenas um deputado federal vota a favor dos trabalhadores. Os demais já votaram contra a classe trabalhadora, aprovando a reforma trabalhista e a terceirização irrestrita.

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