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domingo, 4 de março de 2018

"O "sim" a contragosto do SPD para Merkel"

defaultDois terços dos filiados do Partido Social-Democrata concordaram com a participação no quarto governo Merkel, mas boa parte deles apenas por rejeitar a ideia de uma nova eleição. Alívio, aplausos, sorrisos? Nada disso se viu na manhã deste domingo (04/03) na sede do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) em Berlim, depois de finalmente estar claro que uma ampla maioria (66%) dos filiados aprovou a participação num novo governo da chanceler federal Angela Merkel. O clima era de contenção, o que certamente tem a ver com a noite passada sem dormir: 120 voluntários estiveram desde a noite de sábado contando os 378.437 votos recebidos pelo correio.
Esgotados, muitos deles acompanharam o momento em que o tesoureiro do partido, Dietmar Nietan, ao lado do presidente interino, Olaf Scholz, anunciou o resultado da consulta, no início da manhã. O que Nietan tinha para dizer aos jornalistas não era mais novidade: meia hora antes, sites de notícias já haviam vazado o resultado: "sim" para uma coalizão com os partidos conservadores, liderados por Merkel.
Isso explica o clima de desânimo na sede do SPD? Ou só agora, depois de meses de uma desgastante luta interna, o partido se deu conta do que o espera? Um jornalista quis saber se teria havido uma orientação da direção ao filiados presentes para que este se abstivessem de aplausos para não provocar aqueles membros que eram contra a entrada do partido no governo. Scholz não respondeu.
Em vez disso, e com seu tradicional jeito apático, ele afirmou que a coesão interna cresceu com os debates das últimas semanas e que ela "dá ao partido a força de que ele precisa para entrar no governo e para continuar o processo de renovação agora iniciado".
Decepção entre parte dos filiados
Esse processo deverá ser acompanhado de perto pela Juventude Socialista (Juso), a ala jovem do SPD. Seu presidente, Kevin Kühnert, um ferrenho adversário da chamada grande coalizão, mostrou-se decepcionado com o resultado da consulta aos filiados. "Mas é claro que nós reconhecemos o resultado", afirmou.
Os jusos, como são conhecidos, querem lutar por um SPD mais preocupado com questões sociais e defendem uma reorientação programática do partido. Kühnert afirmou que a ala jovem quer ser a garantia de que esse processo vai mesmo ocorrer, além de fiscalizar se o governo – e o partido – estão cumprindo o que prometeram.
Mas como o SPD pretende superar sua divisão interna? Entre os filiados, a grande coalizão é "tão amada quanto frieira no pé", afirmou o vice-presidente Ralf Stegner, um representante da esquerda do SPD que integra o comando do partido. Isso não vai mudar tão cedo. Dentro da legenda, muitas pessoas afirmam que o resultado de 66% só foi alcançado porque muitos filiados temiam que, caso houvesse nova eleição, o partido obteria ainda menos votos nas urnas. Na eleição de setembro, o SPD conseguiu apenas 20,5%, o pior resultado do pós-Guerra.
Alívio na CDU e na CSU
Antes do anúncio oficial do SPD, Scholz ligou para a chanceler federal e para o presidente para informá-los do resultado. Na União Democrata Cristã (CDU) e na União Social Cristã (CSU), o clima era de alívio. "Fico satisfeita com o resultado positivo da decisão do SPD e a resultante concordância com o acordo de coalizão", afirmou a secretária-geral da CDU, Annegret Kramp-Karrenbauer. Também o presidente da CSU, Horst Seehofer, mostrou-se satisfeito e congratulou o SPD.
Críticas foram ouvidas em setores da oposição, principalmente no partido A Esquerda. "Lamento a decisão do filiados do SPD", afirmou a chefe da bancada esquerdista, Sahra Wagenknecht. Ela disse que pretende convencer os adversários da grande coalizão dentro do SPD a unir forças em favor de uma agenda de esquerda e que foi encorajador ver que setores do SPD combateram com valentia a "política da mesmice" de suas lideranças.
Eleição indireta em 14 de março
Ao longo dos próximos dias, CDU/CSU e SPD querem definir detalhes da formação de governo. Os social-democratas pretendem anunciar seus ministros até o dia 12, entre eles os das Finanças, do Exterior e do Trabalho e Social. É tido como certo que Scholz será o novo ocupante da pasta das Finanças e provavelmente também vice-chanceler federal. A situação no Ministério do Exterior está indefinida. O atual ocupante, Sigmar Gabriel, gostaria de permanecer no cargo, mas a relação dele com Scholz e com a chefe da bancada, Andrea Nahles, não é das melhores.
A CDU já está bem mais adiantada. Merkel apresentou seus ministros há uma semana. Na próxima sessão do Bundestag, no dia 14 de março, ela vai se apresentar pela quarta vez para uma eleição a chanceler federal.
Sabine Kinkartz (as)cp

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