Kennedy pontua que a carga tributária da indústria já é muito alta e gira em torno de 43%. Isso significa que de toda riqueza que o setor produz sobra pouco mais da metade para os custos de produção, pagamento de salários e benefícios aos colaboradores, investimentos em novas tecnologias e ampliação dos negócios, o que geraria mais empregos.
Mesmo com uma carga tributária tão alta, o retorno recebido pelo setor deixa muito a desejar. “Temos a energia mais cara do país, combustível com valor muito elevado e uma logística bem ruim”, enumera.
Para o empresário, o Estado, ao invés de propor a criação de um novo fundo, deveria fazer a “lição de casa” em relação às contas públicas. “É preciso enxugar a máquina, sob pena de, cada vez que houver um buraco nas contas se crie um imposto disfarçado para tapá-lo”.
O FEF foi elaborado pela Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz) e implica na taxação de benefícios a empreendimentos contemplados por programas de desenvolvimento e isenção fiscal para tentar arrecadar pelo menos R$ 500 milhões até o final do ano para gerar equilíbrio fiscal.
Kennedy Sales/Caminho Político
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