Entretanto, aqui estão alguns números reais dos EUA, do Slate, que foram divulgados na 4ª feira (27.jun) por Will Oremus do portal:
Slate –sim, o veículo que você está lendo agora– recebeu mais de 85 milhões de cliques advindos de sites externos e apps só em janeiro de 2017. Quase ⅓ deles –28 milhões– vieram do Facebook. Isso foi mais do que qualquer outra fonte externa de tráfego.
Outros veículos digitais com foco político, como a Vox e o Politico, divulgaram números semelhantes sobre sucesso de audiência…
Um ano e meio depois, entretanto, o fluxo de tráfego do Facebook para publishers de notícias reduziu drasticamente… Na Slate, que concordou em compartilhar seus dados internos pela 1ª vez para este texto, o tráfego do Facebook caiu 87%, de 1 pico em janeiro de 2017 de 20 milhões para menos de 4 milhões em maio de 2018. Só em 2018, já desceu mais de 55%.
Isso é uma grande mudança (duh) –muito muito grande, possivelmente maior do que você teria esperado baseado no fato que o Facebook havia dito que estaria promovendo conteúdo de notícias de publishers “confiáveis”.
Parece que a Slate seria 1 publisher confiável, mas estes números “sugerem que o site não tem se beneficiado da nova ênfase da rede social em fontes ‘confiáveis’ e ‘informativas'”. O Facebook não comentou sobre quem é “confiável” ou não, mas aqui tem 1 pouquinho do que Oremus descobriu:
Quando eu perguntei ao Facebook sobre o declínio da Slate, 1 representante me disse que os dados mostravam que a Slate particularmente sofreu uma queda em alcance pelo feed de notícias nos primeiros meses de 2018 depois que o Facebook mudou a política que proibia páginas de aceitarem dinheiro para compartilharem conteúdo que não haviam criado.
A Slate foi 1 de vários veículos que estavam pagando uma tal empresa, a Social Edge, para compartilhar seus artigos por meio de uma rede de várias páginas populares de celebridades no Facebook, incluindo a do George Takei. (A Slate e outros descontinuaram a relação com Takei em novembro de 2017 por conta de acusações de assédio sexual contra ele.)
O diretor de estratégia e desenvolvimento de audiência, Bill Carey, confirmou para mim que o site teve uma queda maior no tráfego depois que o Facebook mudou sua política, apesar de ter dito que isso parecia ser só uma fração do total da redução. Lorenzo Thione, CEO da Social Edge, me disse por e-mail que a empresa descontinuou o serviço em questão para cumprir as políticas do Facebook.
Isso sugeriria, ao menos, que publishers precisam ter cuidado sobre o marketing social que as empresas estão contratando. Será que a Slate saberia que foi recriminada por usar o Social Edge se Oremus não tivesse perguntado?
Em geral, “fontes em vários grandes veículos me disseram que estão vendo menos que a metade de tráfego de referência do Facebook que estavam recebendo na 1ª metade de 2017”, escreveu Oremus. “Mas poucos registraram isso, seja por conta de seus empregadores considerarem a informação privada ou porque eles não querem comprometer suas relações contínuas com o Facebook.”
Mas o que uma “relação contínua com Facebook” quer dizer? (Na 4ª feira, o Facebook disse que as vendas de assinaturas de notícias por meio do Instant Articles, 1 formato que muitos publishers estão abandonando, são “promissoras.”) Talvez agora que a Slate foi a 1ª, outros seguirão.
Laura Hazard Owen é vice-editora do Lab. Anteriormente era editora chefe da Gigaom, onde escreveu sobre publicação digital de livros. O texto foi traduzido por Carolina Reis do Nascimento. Leia o texto original em inglês (link).
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