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domingo, 11 de agosto de 2019

"Garotos da Macedônia faturaram alto com fake news usadas para eleger Trump", diz André Fran, diretor de documentários sobre o tema"

Está em processo de finalização e será lançado este ano pelo canal Curta! o documentário Fake News – Made in Brazil. Produção da Base#1 Filmes, viabilizada através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), o filme busca ampliar o leque de análise do fenômeno. Sem se restringir a casos específicos, os diretores André Fran e Rodrigo Cebrian abordam o impacto das fake news não apenas nas democracias, cada vez mais sujeitas a esse tipo de estratégia de manipulação. Eles também buscam entender o fenômeno sob a ótica das leis, além de analisar suas repercussões no cotidiano das pessoas e em sua vida particular. André Fran acumula experiência no tema, já tendo produzido para a Globonews, em 2017, o documetário "Fake News - Baseado em Fatos Reais", que analisou, entre outros, os casos do Brexit e da eleição de Trump. Focado no Brasil, o novo projeto mostra como as fake news são usadas com objetivos financeiros.A ideia agora é elucidar cada passo do ciclo da notícia falsa, "partindo da criação, passando pela disseminação e chegando à análise de seus efeitos práticos", diz Fran. Na entrevista a seguir concedida ao Portal IMPRENSA por telefone, em meio a uma série de compromissos para a finalização do documentário, ele conta que conversou para o projeto com juristas, antropólogos e especialistas em mídia e comunicação.
Redação IMPRENSA - Como surgiu o projeto "Fake News – Made in Brazil"?
André Fran - A ideia de fazer o documentário veio quando percebemos o quanto as fake news estavam influenciando as democracias de todo o mundo, inclusive do Brasil. As fake news surgiam, começava um debate polarizado, as agências de fact checking desmentiam aquela notícia falsa, mas pouco se analisava, e continua assim, o fenômeno, como combatê-lo. Hoje sabemos como é fácil pegarem nossos dados na internet e criarem notícias mentirosas focadas em eleitores indecisos, a fim de mudar os cenários democráticos de diferentes partes do mundo. Isso aconteceu no Brexit, na eleição do Trump, na Índia e no Brasil. Resolvemos analisar o fenômeno das fake news, falando com juristas, pensando na parte legal; com antropólogos, para ver como as notícias falsas agem no nível humano mesmo. Por isso também ouvimos pessoas que já espalharam fake news e vítimas de fake news.
Redação Portal IMPRENSA - Em meio a tantas fake news, como foi o processo de escolha para ilustrar o documentário?
André Fran - Embora o fenômeno das fake news tenha ganhado bastante notoriedade com a direita populista, a esquerda também usa fake news. Para não cair nessa disputa polarizada, optamos por não focar nas notícias falsas em si. Mas no fenômeno. Até por ser mais original, optamos por analisar quais as razões, como começou, quais implicações, o que está sendo feito para combater e qual o poder de influência das notícias falsas.
Redação IMPRENSA - Quem está por trás das fake news?
André Fran - Desde garotos da Macedônia em busca de um trocado - que acabaram faturando muito, pois usaram as fake news deles para influenciar a eleição do Trump e o Brexit -, até produtores de fake news com objetivo financeiro de ganhar cliques e likes aos milhões, e faturar nas plataformas dessa maneira. Claro que há grupos que se utilizam dessas fake news para direcionar processos eleitorais pelo mundo todo, não importa o lado. Eles focam em eleitores indecisos para mexer a balança para um lado ou para o outro.
Redação IMPRENSA - Por que optaram por entrevistar a viúva de Marielle Franco?
André Fran - Para mostrar como uma notícia falsa pode afetar uma pessoa. Aliás, a desembargadora que criou a notícia falsa original do assassinato da Marielle foi indiciada por isso. Mas enfim, não entramos nesses detalhes, nossa ideia com essa abordagem do caso Marielle foi mesmo mostrar o impacto das notícias falsas no cotidiano das pessoas e em sua vida particular. Para isso a gente cita as notícias falsas que envolveram o assassinato da Marielle Franco e entrevistamos a companheira da Marielle, a Mônica.
Leandro Haberli/Caminho Político

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