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quarta-feira, 25 de março de 2020

PORTUGAL:“Vamos para a terra?”. Não vão

Resultado de imagem para Marta F. ReisÉ tudo incerto mas, se nos esgotarmos nesta fase crítica, mais difícil será lidar com tudo o resto. Quando se diz que o pico chega em meados de abril, mais tarde ou mais cedo, isso significa que as pessoas que vão ser nessas semanas de abril os “casos confirmados” nos hospitais e nos relatórios da DGS não estão hoje infetadas. Estamos numa fase crítica da pandemia. A mensagem tem passado, entre informações pouco objetivas e atropelos incompreensíveis – ontem, o Presidente da República dirigiu-se ao país ao mesmo tempo que decorria o briefing diário da Direção-Geral da Saúde, o único momento em que se podem colocar questões e perceber as diretivas da autoridade de saúde –, mas tem passado. E é a mensagem de fundo que importa compreender neste momento. Estamos também a digerir, do núcleo das famílias aos pilares da sociedade, que esta é apenas a primeira fase crítica. Outras se seguirão, pesadas e difíceis, nos meios que será preciso arranjar e nas desigualdades que se irão acentuar, num país que já tinha tanto por fazer.
Quanto melhor formos capazes de lidar com esta fase crítica, de atenuar o seu impacto sobre a população e sobre os serviços de saúde – sobre os profissionais de saúde que, ao contrário dos ventiladores e das máscaras, não se fabricam, como escreveu há dias a Lancet –, mais meios e capacidade teremos para planear as próximas. Sejam futuras vagas de infeção e um inverno em que previsivelmente ainda não teremos vacina para esta nova doença (e teremos a gripe e tudo o resto que habitualmente já sobrecarrega a resposta dos hospitais e a saúde dos mais doentes), seja a reorganização da vida comum e do tecido económico. E é também por isso que esta é uma fase crítica para um país com poucos recursos que estará no meio de uma Europa devastada emocional e financeiramente – e não sabemos ainda o que acontecerá em países como os EUA. Ontem, o alerta da OMS foi duro. É tudo incerto mas, se nos esgotarmos nesta fase crítica, mais difícil será lidar com tudo o resto.
Quando se diz que o pico chega em meados de abril, mais tarde ou mais cedo, isso significa que as pessoas que vão ser nessas semanas de abril os “casos confirmados” nos hospitais e nos relatórios da DGS não estão hoje infetadas, e que é o que se passará nos próximos dias e semanas que vai contar. Apesar dos sinais de abrandamento dos novos casos, que poderão refletir o que aconteceu na semana passada, quando as escolas fecharam e o país começou a parar, a chegada de centenas de emigrantes ao país nos últimos dias, sem que tivesse havido uma ordem expressa e geral de isolamento para todos, gera natural apreensão e arrisca ser um rastilho de muitos mais casos. É urgente agir e reforçar a mensagem: mesmo sem sintomas, podemos carregar o vírus e levá-lo para a nossa comunidade e casa. Da mesma forma nos lares e nas prisões, é preciso pôr os pés na realidade e mobilizar quem for preciso agora, que há meios, e não quando funcionários se mostram exaustos – ou tiverem de abandonar instituições, como aconteceu em Espanha. E repetir a mensagem as vezes que for preciso. Esta manhã, à janela, ouvimos um casal mais velho “discutir”. “Amanhã vamos para a terra”, dizia ele. A senhora dizia-lhe que não. Não vão.
Marta F. Reis

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