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domingo, 26 de julho de 2020

“Facebook ‘do bem’ e/ou ‘do mal’ ”, por Fernanda Iarossi

Estar ou não estar no Facebook não importa tanto? O que importa é contar com treinamento, grana e apoio da rede de Zuckerberg? Acompanhar as notícias sobre o Programa de Apoio Covid-19 a Veículos de Notícias na América Latina do Facebook e do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ), recentemente, fez lembrar que desde 2018 o jornal Folha de S. Paulo anunciou a sua saída da plataforma.
Entre os motivos na época, estavam a alteração dos algoritmos que passou a privilegiar os conteúdos de interação pessoal, em detrimento dos produzidos por empresas, como as de jornalismo profissional. Segue até hoje com o perfil oficial no Instagram, Twitter e Linkedin. Em 2013, o jornal Globo também tomou esta decisão, alegando que a “edição” feita pelo Facebook, através dos algoritmos, não entregava tudo que os veículos publicavam ao news feed dos usuários. Esse controle fora da Globo “não era positivo do ponto de vista editorial”. Porém, recuou. Hoje segue no Facebook, Instagram e Twitter.Os dois fatos voltaram à memória que motivou este artigo porque ao abrir a lista dos 44 projetos de veículos selecionados para receber fundos deste Programa a Folha de S. Paulo (e o UOL) está lá.
Parece curioso porque não tem mais o perfil oficial no Facebook, mas recebe treinamento para a cobertura sobre a pandemia, integra projeto de combate a desinformação e para fortalecer os negócios com receitas geradas pelos próprios leitores (chamado de Acelerador de Receitas de Leitores) e recebe investimento em tecnologia com fundos vinculados à empresa de Zuckerberg.
A Folha de S. Paulo aparece ao lado de marcas tradicionais do jornalismo brasileiro como O Estado de S. Paulo e Estado de Minas, La Nacion da Argentina, e iniciativas chamadas de nativas digitais como Nexo Jornal e Nós, mulheres da periferia.
Os veículos de comunicação, especialmente os “não digitais”, parecem acordar, mesmo que tardiamente, para a importância da exploração mais profissional das mídias sociais digitais. Encarando assim os gigantes da tecnologia que mexem e atualizam sistemas e afins conforme os interesses comerciais próprios.
A necessidade de buscar renovações no modelo de negócio do jornalismo, compreender o comportamento da audiência e as alterações no mercado publicitário indica talvez que não estar no Facebook não é necessariamente uma rebeldia atual, já que parcerias com ele parecem um caminho sem volta. Mesmo que não concorde com os algoritmos “facebooquianos”.
Observemos estes movimentos que podem impactar na nossa vida como internauta e ajudar a compreender as nuances de acordos comerciais e financiamentos entre gigantes da tecnologia e empresas jornalísticas (o que normalmente fica obscuro para a grande parte do público).
Fernanda Iarossi é jornalista, Mestre em Comunicação Midiática pela UNESP – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Neto. Professora nos cursos de Comunicação da UAM – Universidade Anhembi Morumbi e Fapcom – Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação e em São Paulo. Coordenada o Grupo de Pesquisa Discursos Midiáticos na Fapcom.

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