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domingo, 30 de maio de 2021

SAÚDE DA MULHER: Ginecologista e professora da UFMT fala sobre o impacto da endometriose na vida da mulher

Especialista Giovana Fortunato aborda o tema por ocasião do Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher (28 de maio).
A endometriose, que afeta cerca de 7 milhões de brasileiras, pode acometer diversas partes do corpo, acarretando graves consequências, como fortes dores e infertilidade. A ginecologista e obstetra Giovana Fortunato, coordenadora da residência médica do Hospital Universitário Júlio Muller e especialista no assunto, fala sobre o impacto da endometriose na vida da mulher.
“A doença é caracterizada pela presença do endométrio, que é um tecido que reveste o interior do útero, fora da cavidade uterina. Ou seja, em outros órgãos da pelve, como trompas, ovários, intestinos e bexiga”, explica Giovana Fortunato.
As principais manifestações clínicas da endometriose, segundo a professora da UFMT, são a dor pélvica, a infertilidade e a presença de massa pélvica em mulheres na fase reprodutiva, de forma isolada ou em associações.
“A dor da endometriose pode se manifestar como uma cólica menstrual intensa, ou dor pélvica ou abdominal associada à relação sexual, ou dor no intestino na época das menstruações, ou, ainda, uma mistura desses sintomas”, pontua.
A endometriose envolve fatores genéticos, anormalidades imunológicas e disfunção endometrial. Porém, a médica observa que apesar de alguns estudos abordarem a associação entre endometriose e fatores demográficos, hábitos pessoais, fatores menstruais e reprodutivos, a fisiopatologia da doença permanece um enigma e o aconselhamento adequado das pacientes quanto ao prognóstico ainda é um desafio.
“Esta doença tem sido considerada atualmente como um problema de saúde pública, tanto por seu impacto na saúde física e psicológica como pelo impacto socioeconômico decorrentes dos custos para seu diagnóstico e tratamento”, observa.
Difícil diagnóstico
A endometriose ainda é uma doença difícil de diagnosticar por meio do exame físico, ou seja, realizado durante a consulta ginecológica de rotina. “Dessa forma, os exames de imagem específicos realizados por profissionais capacitados e experientes são mais adequados para indicar a possível existência do problema, que será confirmada posteriormente por meio de exames laboratoriais específicos”, orienta Giovana Fortunato, que atua no ambulatório de endometriose do HUJM, criado em 2015.
Dois tipos de tratamento podem ser usados para combater as dores da endometriose, que são medicamentos ou cirurgia. “Cada um deles tem suas especificidades e cabe ao ginecologista avaliar a gravidade da doença em cada caso e recomendar o melhor tratamento. Vale lembrar que, dependendo da situação, ambos os procedimentos são feitos de maneira integrada”.
A especialista ainda ressalta que é importante compreender que não existe cura permanente para a endometriose. O objetivo do tratamento é aliviar a dor e amenizar os outros sintomas, como favorecer a possibilidade de gravidez e diminuir as lesões endometrióticas.
Se a doença for detectada logo no início, alerta a ginecologista Giovana Fortunato, que também atende na Eladium, clínica especializada em endometriose, o tratamento poderá ser instituído precocemente, aumentando a efetividade de alívio dos sintomas. Para isso, a mulher deverá relatar ao médico as situações atípicas e quaisquer outros problemas que possam ser sintomas da endometriose.
Conscientização
O dia 28 de maio é o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher. Esta data integra a agenda nacional do Dia de Redução da Mortalidade Materna e foi criada para dar visibilidade ao 5º Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM), da Organização das Nações Unidas (ONU), que trata da melhoria da saúde materna.
Neste mês de maio também foi celebrado o Dia da Endometriose (07.05), outra data importante no calendário para a saúde da mulher. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose (SBE), a projeção é de que entre 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva e 50% a 60% de adolescentes e adultas com dores pélvicas sejam afetadas pela doença. Contudo, em seus estágios iniciais ou em mulheres inférteis que apresentam pouco ou nenhum sintoma da doença, pode ser subdiagnosticada.
Sandra Carvalho/Caminho Político
@caminhopolitico @cpweb

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