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sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Muro de Berlim e a polícia secreta comunista: uma simbiose fatal

Durante quase três décadas, o Muro separou famílias e isolou o lado comunista. A Stasi, polícia secreta da Alemanha Oriental, contribuiu para ele ser quase intransponível – e assim aumentou o próprio poder. Com perplexidade, o povo de Berlim observou como, na manhã de 13 de agosto de 1961, forças de segurança alemãs-orientais selavam a divisa entre os setores leste e oeste da metrópole. Polícia, agentes de fronteira e membros de grupos de assalto arrebentavam as calçadas, erguiam barricadas de paralelepípedos, fixavam postes de concreto e montavam arame farpado.
Só uns poucos pontos de controle ficaram abertos, quase todas as linhas de trem e metrô foram desconectadas. Berlim estava dividida e assim permaneceria pelos próximos 28 anos. A República Democrática Alemã (RDA), sob governo comunista, confinara de fato sua população.
A medida foi um golpe de sorte para a polícia secreta da Alemanha Oriental, apelidada Stasi, a cargo do Ministério de Segurança Estatal (MfS), há décadas sob a direção de Erich Mielke. O Muro, e o consequente isolamento da RDA, era a "garantia de poder, o sangue vital" do órgão, como descrevem os autores Daniel e Jürgen Ast, e Hans-Hermann Hertle, num novo documentário televisivo.
Nasce um Estado policial
Até 9 de novembro de 1989, dezenas de milhares de funcionários da Stasi tinham como única meta tornar o Muro de Berlim intransponível para os cidadãos alemães-orientais. Suas casas eram "grampeadas", sua correspondência aberta, informantes cercavam seus amigos e até cônjuges.
O documentário produzido pelas emissoras alemãs ARD e DW detalha os mecanismos do "Estado da falta de direito" da RDA e o papel crescente da polícia secreta no sistema. "Com o Muro, o MfS se tornou mais importante", confirma o ex-tenente coronel da Stasi Harald Jäger. "As tarefas ficaram cada vez maiores, ou seja: a vigilância se tornou cada vez mais e mais onipresente."
"A situação depois de 13 de agosto mostra que construir um muro protetor antifascista para os cidadãos da RDA é bom e certo. A classe operária tomou o poder, para nunca mais deixá-lo!", declarava o ministro Mielke, logo após o erguimento da barreira.
A muralha de proteção se tornou crescentemente intransponível, graças às táticas – declaradas ou mais sutis – da maquinaria de controle da segurança estatal. Os difamados como "inaptos para a república", ou seja, quem tentasse escapar do país, eram mortos pelas saraivadas de balas da polícia de fronteira.
"Na época, eles eram vilões, aos meus olhos", conta Jäger no filme. "Para nós, eles eram traidores que queriam trair o nosso Estado. Não importa quais fossem seus motivos, se políticos ou econômicos: nada justificava uma fuga!" Os alemães-orientais sob suspeita de pretender escapar eram detidos e, ou acabavam na prisão, ou eram entregues à ocidental RFA em troca de divisas.
Os delatores, espiões e especialistas de Mielke nunca estavam muito longe, quando túneis de fuga eram descobertos, ou visitantes do Ocidente eram revistados na fronteira ou recrutados como "colaboradores inoficiais" da Stasi. O povo apelidava a polícia secreta de "Horch und Greif " (Escutar e Agarrar).
"Ninguém pretende construir um muro"
O líder do Partido Socialista Unitário da Alemanha (SED), Walter Ulbricht, ordenou o erguimento do Muro apenas dois meses após ter assegurado a imprensa mundial de que "ninguém pretende construir um muro".
Numerosos historiadores creem hoje em dia que Ulbricht e sua sigla pretendiam fechar a divisa em Berlim muito antes, já desde 1952, quando a liderança soviética selou a fronteira interna alemã. Isso resultou em cada vez mais alemães-orientais procurando a "brecha" de Berlim Ocidental. A RDA estava se esvaziando, o líder partidário queria conter a sangria, e deu ordem para que se erguesse a quase intransponível barreira física.
O documentário das TVs ARD e DW dá uma visão detalhada de como funcionava o regime da Alemanha comunista, incluindo explicações de ex-oficiais da Stasi, em filmes históricos raramente divulgados.
"Por um lado, o Muro tinha que ser mantido, mental e fisicamente; por outro, queríamos nos mostrar cosmopolitas", relata Günther Enterlein. "Para nós era trabalho, cada vez mais trabalho."
O regime se viu sob pressão crescente nos últimos dias da RDA, quando o presidente soviético Mikhail Gorbachev pressionava pela glasnost e perestroika, suas políticas de abertura e transformação. Como explica o ex-oficial Enterlein: "Tudo o que tinha a ver com uma distensão política era muito perigoso para nós, da segurança estatal."
Entre 1961 e 1989, pelo menos 140 cidadãos foram mortos na área do Muro de Berlim ou em conexão com o regime de fronteiras da RDA. O Muro foi o que garantiu a longa existência da Alemanha comunista, e também o império do MfS deveu seu apogeu ao "muro protetor antifascista".
Com a queda dessa "proteção", ambos simplesmente se dissolveram. Ironicamente, foi um oficial da Stasi que abriu a passagem de fronteira da Bornholmer Strasse, em 9 de novembro. E com ela, o Muro de Berlim.
Stefan Dege/Caminho Político
@caminhopolitico @cpweb

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