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terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

MOÇAMBIQUE: Jornalistas condenam acusações do governador de Cabo Delgado

Valige Tauabo diz que quando se trata de Cabo Delgado "as informações provêm de fontes muito duvidosas, porque avançam com informações que deixa entender que estão em sintonia com os terroristas", indignando escribas. Em declarações à Rádio Moçambique (RM), o governador da província de Cabo Delgado, Valige Tauabo, acusou ainda os jornalistas de atuarem como se tivessem "algum acordo com os terroristas". Estas declarações motivaram uma onda de reações negativas no país.
À DW, a jornalista e ativista social moçambicana Fátima Mimbire afirma que o Governo está neste momento a procura de bodes expiatórios para justificar a sua "incompetência" em relação a situação do Cabo Delgado.
DW África: Como interpreta as declarações do governador de Cabo Delgado?
Fátima Mimbire (FM): Eu acho que é uma abordagem bastante infeliz do governador da província de Cabo Delgado. É uma abordagem de uma pessoa que não entende e não compreende o papel dos jornalistas na construção de um estado de direito democrático e de alguém que está à procura de bodes expiatórios para justificar a incompetência em relação à resposta que tem de ser dada a situação de Cabo Delgado. Por outro lado, também é preciso lembrar que deve haver algum equívoco sobre aquilo que eventualmente as autoridades chamam de informação privilegiada.
DW África: Ele questionou também as fontes citadas pelos jornalistas sobre atos terroristas e diz que os jornalistas até antecipam os acontecimentos em Cabo Delgado. Como é que podemos enquadrar isso?
FM: Não é verdade que haja antecipação por parte dos jornalistas de eventos em Cabo Delgado. O que acontece é que muitas das vezes os jornalistas publicam informação que ou não chegou ao Governo ao nível central, mas que já existe ao nível local ou que o Governo já recebeu tal a informação, mas não a partilhou com o público e porque não partilhou com o público está na expetativa de que ninguém mais saiba dessa informação, só que é preciso lembrar que desde que começou esta onda de ataque em dezembro e não em janeiro com algumas correntes tentam apresentar. Desde dezembro as pessoas estão a ser atacadas.
DW África: Está a dizer que é uma tentativa de intimidar os jornalistas?
TM: É intimidação. E esta intimidação é fruto de alguém que está desesperado porque achou que tinha a situação controlada e ficou a vender durante muito tempo que a situação estava controlada quando não estava e hoje do nada o ressurgir num momento em que estamos completamente desarmados e os insurgentes atacam. E é preciso lembrar que estão a atacar os militares e não propriamente a comunidade, ou seja, o Governo quer um bode expiatório e neste momento o mais fácil de encontrar são os jornalistas, porque estão a reportar aquilo que muitos de nós que temos familiares militares já sabemos. Então a situação é grave.
DW África:Como é que a classe jornalística tem de reagir a estas acusações?
TM: Tem de condenar veementemente. Não só a classe jornalística, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) que é o guardião da legalidade, o próprio Conselho Nacional de Comunicação Social, todas as pessoas que amam a liberdade deveriam se pronunciar condenando veementemente esse tipo de posicionamento. Isto é inaceitável, quem ama a liberdade não pode olhar com normalidade, com naturalidade um posicionamento desse. Não podemos voltar aquele estado de abuso de arbitrariedade que nós vivemos entre 2017 e 2019, quando começou a situação da insurgência em Cabo-Delgado. Eu condeno este infeliz posicionamento do governador da província de Cabo-elgado. Se não têm respostas para dar aos moçambicanos, que se calem e vão trabalhar para compreender o que se passa e repensar as estratégias e vir com coisas concretas e não inventar culpados para uma situação cujo culpado todos nós já sabemos. É a desorganização que impera nasinstituições do Estado.
Braima Darame/Caminho Político
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