“Se fosse só eu a chorar de amor, sorriria...” Haicai de João Guimarães Rosa. Há uma perplexidade nas diversas análises sobre o sequestro, criminoso e agressivo, do presidente ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, pelo ditador norte-americano com poderes imperiais do governo fascista, Donald Trump. É uma enxurrada de possibilidades. Quase todas comportam análises que merecem reflexão. Temos os fascistas, que estão se regozijando com a agressão clara e inquestionável da prepotência imperialista dos EUA. Pessoas que, em regra, não conseguem perceber a dimensão do ato de negação do direito internacional. E que pouco se interessam pelo direito entre os povos. A força pela força. Desde que a força maior esteja do lado deles. Não é o direito que está em questão, e sim a força bruta.
Há os hipócritas, que se negam a fazer uma análise crítica dos fatos e tendem a concordar com o desenrolar das notícias. Não emitem opiniões. São do grupo que apoia o “vai dar certo”. A mediocridade é uma marca forte entre eles.
Há os pretensos intelectuais, que fazem uma análise rasa, com pompas de profundidade, para defender que, na conjuntura internacional, não se pode dizer que foi um sequestro terrorista de um presidente de um país soberano. Têm na algibeira o argumento de que o governo de Maduro não foi reconhecido pelo fascismo norte-americano e, assim, o golpe não é golpe.
Há os falsos democratas, que, sem poder negar o óbvio do sequestro, enfeitam as teses de que, no caso concreto, o governo Maduro justifica os abusos e as agressões internacionais. Inventam teorias segundo as quais a derrocada do direito internacional deve ser justificada em nome de uma “democracia internacional”. Sabe-se lá o que seja isso.
E há os que adorariam dar um golpe aqui. Que clamam por uma invasão norte-americana no Brasil. Os podres bolsonaristas que, ao não conseguirem dar o golpe, querem terceirizar o fracasso deles e entregar o país. Viram, na invasão fascista à Venezuela, uma chance de voltar a sonhar com o poder. Qualquer poder. Entregam a alma. O corpo. O espírito.
Só não podem prometer entregar o país, pois o Brasil não é deles. Não está à venda. Não é moeda podre de troca. O Brasil resiste a essa gente que saiu de um esgoto e se ofereceu criminosamente a esse fascista do Trump. Nós somos muito maiores do que essa escória. A história vai mostrar quem está do lado da Justiça, da igualdade e da solidariedade.
Lembrando-nos de Pessoa, no poema Tabacaria:
“Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Editora O DIA e do Caminho Político.
Assessoria/Antonio Carlos de Almeida Castro/Odia/Caminho Político
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