A decisão do PL de seguir com uma chapa pura na disputa pelo Senado em Santa Catarina, com o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro e a deputada federal Caroline de Toni, pode comprometer a aliança que o governador Jorginho Mello pretendia costurar para a sua campanha de reeleição. E também tem impactos na tentativa do pré-candidato ao Planalto da legenda, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), de atrair a federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, para sua candidatura. Na manhã deste sábado (30), o deputado federal Sanderson (PL-RS), após visita a Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, confirmou o apoio do ex-presidente aos dois.
“Os candidatos ao Senado sob a orientação de Jair Bolsonaro em Santa Catarina chamam-se Carlos Bolsonaro e Carol de Toni. Isso é ponto pacífico e não tem mais por que ficarmos nos desgastando ou desperdiçando energia em falar em algo que já está definido”, confirmou Sanderson.
Carlos Bolsonaro e os prejuízos para Jorginho Mello
Nos últimos dias, Jorginho Mello vinha sinalizando apoio à chapa composta apenas por integrantes do PL, contrariando um acerto anterior que incluía o senador e candidato à reeleição Esperidião Amin (PP), o que garantiria o apoio da federação União Progressista à sua tentativa de reeleição.
Neste sábado, o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), reagiu à decisão aparentemente consolidada e defendeu que em Santa Catarina o partido feche aliança com o PSD, apoiando o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, para o governo catarinense.
Segundo o portal Uol, o coordenador da federação PP e União Brasil, o deputado Fabio Schiochet (União-SC) apontou que o PL está empurrando o Progressistas para o campo adversário. “Se esta for a vontade do governador [Jorginho Mello], nosso caminho será de João Rodrigues”.
Movimentação de João Rodrigues
O prefeito de Chapecó tem buscado diálogo com grupos dissidentes da aliança com o governador, que tem dificuldades para fechar sua chapa.
Um dos alvos é o MDB, partido que anunciou sua saída da base do governador após ser perder a vaga de vice para o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo). A legenda tem quatro pastas no governo e e tinha o secretário estadual de Agricultura, Carlos Chiodini, presidente do diretório estadual do partido, como o mais cotado para compor a chapa.
Rodrigues se define como representante da “direita real” e também tenta atrair, informalmente, integrantes do União Brasil, legenda que faz parte da federação com o PP, hoje integrante da chapa de Jorginho Mello.
Impactos além de Santa Catarina
A confusão causada pela mudança de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina compromete ainda os esforços de Flávio Bolsonaro de tentar atrair a federação Progressistas e União Brasil para sua coligação.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reconhece que agora as negociações emperraram, apesar de confirmar que no Senado “quem manda é o Bolsonaro”.
Valdemar participou da negociação que assegurava a aliança com o PP e Amin. Em uma reunião com De Toni, o dirigente teria justificado para a parlamentar que a costura que incluía Amin na chapa catarinense envolvia um acerto com o presidente do PP, implicando no apoio do Progressistas à candidatura do deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) ao governo do Rio Grande do Sul. No início de fevereiro, o diretório estadual gaúcho do Progressistas confirmou o rompimento com o governador do estado, Eduardo Leite (PSD).
Preterida, a deputada ganhou o apoio público da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em uma postagem nas redes sociais, Michelle escreveu: “Estaremos com você”. De Toni respondeu: “Sem palavras para agradecer pelo apoio incondicional da nossa líder nacional, mulher inspiradora”.
Assessoria/Caminho Político
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