Após o tarifaço imposto pelo governo norte-americano de Donald Trump, os ministros brasileiros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, como também do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, Márcio Elias Rosa, criticaram o tratamento dos Estados Unidos ao país sul-americano, descrevendo-o como “injusto e discriminatório”, sendo incompatível com as regras multilaterais de comércio. A posição foi divulgada em comunicado pelo Itamaraty nesta segunda-feira (31/08). Pela primeira vez após a medida tarifária anunciada por Trump, em julho, sobre produtos brasileiros, os ministros realizaram uma reunião virtual com o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, que teve como objetivo avançar nas negociações em torno do assunto.
As autoridades destacaram que “o governo brasileiro não concorda com as medidas unilaterais impostas contra o país”. De acordo com os ministros, as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos nas conclusões das investigações conduzidas no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana “não correspondem às efetivas práticas brasileiras”.
No encontro, a nota informa que ambas as partes concordaram em se reunir novamente, em nível ministerial, para revisar o progresso alcançado nas negociações bilaterais e conversas de nível técnico que devem ocorrer nas semanas seguintes. O comunicado destaca, porém, que todavia não há uma data específica para isso. Por outro lado, a apuração do site UOL afirma que as partes acertaram um encontro pessoal em Milwaukee, em Wisconsin, entre 30 de setembro e 1º de outubro.
“O lado brasileiro reafirmou estar aberto ao diálogo com as autoridades norte-americanas, em linha com os históricos laços de amizade e de comércio mutuamente benéfico que marcam as relações entre os dois países”, afirma a nota. “O governo brasileiro reitera que seguirá perseguindo um acordo equilibrado e mutuamente benéfico com os EUA, pautando-se sempre pelo respeito ao diálogo e à soberania nacional”.
A medida unilateral de Trump contra o Brasil consiste em duas tarifas. A primeira, de 25%, foi justificada pelo governo norte-americano por supostas práticas comerciais desleais, enquanto a segunda, de 12,5%, por supostas falhas no combate à importação de produtos produzidos com trabalho forçado. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao todo, as duas sobretaxas atingem 3.985 produtos, ou seja, US$ 10,8 bilhões (aproximadamente R$ 55 bilhões) em mercadorias brasileiras a Washington.
Assessoria/Opera Mundi/Caminho Político
📢 Jornalismo profissional e de qualidade. Acompanhe as últimas notícias de Cuiabá, de Mato Grosso, de Brasil e do Mundo.
📲 📰 💻Siga o Caminho Político nas redes sociais 💻
🎯Instagram: https://www.instagram.com/caminhopoliticomt
🎯Facebook: https://www.facebook.com/cp.web.96
🌐www.caminhopolitico.com.br
🌐www.debatepolitico.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário