Deputado Dr. João José

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Mato Grosso no Coração

quarta-feira, 23 de abril de 2014

"Barralcool celebra início da 31ª safra; prefeito participa do culto ecumênico"

Diretores e funcionários do Grupo Barralcool, prefeito de Barra do Bugres, Júlio Florindo, vereadores e comunidade participaram do culto ecumênico realizado na manhã desta terça-feira (22) no pátio da usina para celebrar o início da safra 2014/15.

A cerimônia comandada pelo pároco Osvaldo Scheffer, contou também com padre Binu e os pastores da Assembleia de Deus (central) Odilon Heffel, e da Presbiteriana do Brasil, Lessandro Martins.

Em sua homília padre Osvaldo falou da importância de buscar a Deus e de entregar sem medo a vida a Ele. Pastor Lessandro citou o Salmo 128 os três elementos contidos na palavra que devem ser valorizados, o temor a Deus, o trabalho e a família. Pastor Odilon comentou sobre as maravilhas de Deus e que Ele veio ao mundo para trazer a salvação. “Se a safra for abençoada, todos os funcionários e o município serão.

 Sem Deus a vida não tem graça, é Ele que nos dá a vida, agradeça todos os dias pelo seu trabalho e por sua família”, disse Lessandro.

Agostinho Sansão, um dos diretores da usina, deu as boas-vindas a nova safra e pediu a proteção de Deus durante o período da colheita. “É um grande prazer realizar um culto de início de safra por que sem Deus não somos nada”, disse o diretor presidente do grupo, João Petroni.

A expectativa para a safra de cana-de-açúcar 2014/15 gira em trono de 2,5 milhões de toneladas, produção de 160 milhões de litros de álcool e 1,2 milhão de sacas de açúcar. Segundo Petroni, montante 15% superior ao da safra 2013/14.

Antes de encerrar a solenidade, Petroni recebeu de padre Osvaldo um certificado em agradecimento e reconhecimento pelos trabalhos realizados em prol da Paróquia Santa Cruz. “Este título não é meu é de todos os sócios e trabalhadores da Barralcool”, frisou Petroni.

Alunos do Projeto Social Doce Vida, mantido pela Associação Barralcool, a dupla gospel César & Thyago e a cantora Angelique Milene finalizaram a cerimônia cantando músicas de louvor a Deus.


O prefeito Júlio Florindo ressalta a importância do Grupo Barralcool como grande fonte geradora de emprego e renda para a população de Barra do Bugres, o bonito e exemplar trabalho feito no Doce Vida e sua contribuição com o município, ao ser parceiro de diversas ações realizadas pela Prefeitura.

"Biblioteca Alfredo José da Silva conta nova ferramenta de pesquisa"

Os estudantes que frequentam a Biblioteca Municipal Alfredo José da Silva poderão contar com mais uma facilidade para suas pesquisas. Além do acervo de livros, serão disponibilizados nos próximos dias 10 conjuntos de computadores.

Durante a solenidade de aniversário de 70 anos de Barra do Bugres, no último sábado 19 de abril, a biblioteca recebeu a visita de autoridades, profissionais da educação e comunidade para conhecer os novos equipamentos instalados no espaço.

Os computadores foram doados à biblioteca pela Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secitec), por meio do Centro de Acesso à Tecnologia para Inclusão Social (Catis).

O serviço é importante por que as bibliotecas estão mudando de conceito e suas necessidades, aliando o acervo em papel a pesquisa virtual.


O prefeito Júlio Florindo e a secretária de Educação, Cultura e Esportes, Bernadete Gregolin, disseram que era uma satisfação disponibilizar mais este espaço para os barrabugrenses no dia do aniversário do município.

terça-feira, 22 de abril de 2014

"Azambuja conclama campanha de vacinação contra meningite"

A razão do pedido é plenamente justificada, pois nos últimos dias houve vítima fatal por meningite. 
O medo de um possível surto de meningite tem causado pânico na população do município de Pontes e Lacerda (442 km a Oeste de Mato Grosso). A tensão aumentou com a confirmação de uma vítima fatal por meningite, bem como o caso de uma criança internada em Cáceres com a doença. A sociedade organizada do município reivindicou ajuda ao vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Antonio Azambuja (PP).
O parlamentar encaminhou uma indicação em regime de urgência ao secretário de Estado de Saúde (SES), Jorge Lafetá, conclamando uma campanha de vacinação contra meningite (Meningocócica C) para atender os alunos da IFMT, bem como, da rede municipal e estadual de ensino de Pontes e Lacerda.
De acordo com o vice-presidente a vacina tem custo elevado, e os estudantes e pais de alunos não possuem condições de subsidiarem. “Nem todo mundo tem dinheiro para pagar a vacina na rede privada. Espero que o medicamento esteja acessível para todos”, disse.
Conhecedor da Constituição Federal, Antonio Azambuja, cita dois artigos que garantem à sociedade o atendimento universal e o acesso a saúde como direito fundamental, e ainda um dever do Estado. “É claro na Constituição Federal nos artigos 194 e 196 que compete ao Poder Público garantir saúde, previdência e assistência social. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção e recuperação”, argumentou.
Para a vereadora por Pontes e Lacerda, Natalícia Inácia da Silva, a campanha de vacinação seria uma ajuda necessária e bem vinda, uma vez que traria mais conforto e segurança para a população nesse momento difícil.
Vania Costa

"Na guerra de versões, sucumbe o país"

Os petistas se dedicam atualmente a travar uma guerra de versões em torno das responsabilidades de cada um em torno da devastação que tem se abatido sobre a Petrobras. Trata-se, na realidade, do retrato da maneira com que o PT vem lidando com o patrimônio dos brasileiros nos últimos 12 anos. Assim como todo o aparato estatal, a empresa é vista por eles apenas como objeto de desejo e alvo de cobiça por cargos, contratos e verbas.

A guerra de versões que cerca a compra da refinaria de Pasadena por um valor faraônico conduz a uma constatação imediata: a Petrobras vem sendo gerida de maneira descuidada, caótica e irresponsável pelos petistas. Numa gestão séria não se ouviria o bater de cabeças que ora protagonizam a presidente Dilma Rousseff e os executivos da companhia.
Chega a ser patético ver pessoas que estiveram ou estão à frente da maior estatal brasileira, dona de um patrimônio de cerca de R$ 350 bilhões, onde trabalham mais de 80 mil pessoas, se digladiando para jogar a culpa pela ruína da companhia umas nas outras. Seria patético se não fosse trágico e deplorável.
Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva, Graça Foster, José Sérgio Gabrielli, Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa: são todos responsáveis por uma gestão que só pode ser classificada como temerária e devem responder pelo que fizeram. Se a Petrobras vive hoje as dificuldades que enfrenta, se fez negócios ruinosos como vem se tornando a sua tônica, a responsabilidade é de todos eles.
A entrevista de Gabrielli a’O Estado de S.Paulo, publicada no domingo, é apenas mais um capítulo de uma história de desacertos e desvios que está acabando com a Petrobras. A cada nova declaração, a cada nova versão resta mais evidente a irresponsabilidade com que a companhia veio sendo conduzida pelos petistas nestes últimos 12 anos.
Nas explicações dadas por Gabrielli e pelos demais gestores, a Petrobras parece surgir às vezes como mero brinquedinho. A empresa vale hoje apenas uma fração do que chegou a valer? É apenas uma contingência de mercado – que, aliás, no setor de petróleo em todo o mundo só a companhia brasileira experimenta, como explica Miriam Leitão em sua coluna de hoje n’O Globo.
O compromisso dos petistas com a saúde e o vigor da Petrobras é nenhum. A empresa é vista por eles apenas como objeto de desejo e alvo de cobiça por cargos, contratos e verbas quase sempre bilionárias. O que mais explicaria a companhia ter hoje um de seus ex-diretores na cadeia, algo inédito nos seus 60 anos de história? Com o PT, a maior empresa pública do país virou caso de polícia.
Toda esta guerra de versões apenas reforça a necessidade de investigar a fundo o que tem se passado na Petrobras nos últimos anos. Se os petistas, a presidente da República, os gestores e ex-gestores da empresa querem mesmo esclarecer os fatos, uma comissão parlamentar de inquérito no Congresso é o melhor caminho.
Se tem mesmo interesse no bem da Petrobras e na sua recuperação, o governo petista deveria deixar de se opor à CPI proposta pelo Congresso e reclamada pela sociedade. Quem é a favor do Brasil e da Petrobras deve ser favorável a saneá-la e a livrá-la de quem só lhe vê como butim. Nada melhor do que a CPI para apurar as responsabilidades que eles tanto atribuem uns aos outros.
A Petrobras é símbolo daquilo que o país, se bem governado, pode vir a ser. É símbolo do que o país, quando mal gerido, está se tornando. Por isso, sua importância simbólica neste momento crucial em que os brasileiros estão prestes a começar a escolher os novos destinos para nossa nação.
Tem que acabar o tempo em que um patrimônio dos brasileiros como é a Petrobras é tratado como propriedade de uma casta política. Tem que acabar o triste interregno de ocupação desmesurada do aparato estatal para servir a fins partidários. Tem que chegar ao fim a nefasta experiência do PT no comando do Brasil.

"Dilma eletrocuta os brasileiros"

As contas de luz estão tendo aumentos de tirar o fôlego. A Aneel tem autorizado reajustes de dois dígitos e alguns acima de 30%. Em alguns casos, como no Rio Grande do Sul, os aumentos já anularam completamente a redução tarifária feita na marra pelo governo federal no ano passado. Durou quase nada a quimera forjada pela presidente Dilma Rousseff para enganar a boa-fé dos brasileiros e tentar criar uma bandeira eleitoral, já em frangalhos.

Prepare o bolso: as contas de luz que chegarão nas próximas semanas a residências, comércio e indústrias contêm reajustes de tirar o fôlego. São, na realidade, quase um choque de alta voltagem. Melhor seria dizer que são um choque de realidade: a quimera das tarifas baratinhas forjada pela presidente Dilma Rousseff como bandeira eleitoral virou fumaça.
Nos últimos dias, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vem anunciando percentuais de reajustes a serem aplicados às tarifas das concessionárias para os próximos 12 meses. Há casos de aumentos que superam 30% e quase invariavelmente os índices autorizados chegam a dois dígitos.
Ontem, saíram os reajustes de nove distribuidoras, que atendem 24 milhões de unidades consumidoras em vários estados do país. Os aumentos autorizados variam de 11,16% a 35,7% (estes válidos para consumidores industriais de nove municípios gaúchos). Apenas para aquilatar o tamanho do tarifaço, vale lembrar que a inflação acumulada nos últimos 12 meses está em 6,15%, quando medida pelo IPCA.
O caso mais emblemático entre os divulgados ontem é o da AES Sul, que atende 1,3 milhão de unidades consumidoras no Rio Grande do Sul. Com o reajuste médio de 29,54% autorizado pela Aneel, as novas tarifas cobradas dos gaúchos já anularam completamente a redução feita na marra pelo governo federal no ano passado: desde então, a alta real acumulada é de 1,96%, calcula O Estado de S. Paulo.
Ou seja, durou quase nada o malabarismo para diminuir as contas de luz a fórceps, tentado pela presidente Dilma e seu séquito de xamãs e dançarinos da chuva. Não sem antes, contudo, dizimar o setor de energia no país e deixar um rastro de desmonte que levará anos para ser revertido.
Até agora, cerca de 37 milhões de unidades consumidoras já tiveram aumentos autorizados pela Aneel neste ano. Nos próximos dias virão, ainda, reajustes de Light, Copel, Celpe, Eletropaulo e Celesc, para citar apenas os mercados mais relevantes, atingindo metade dos brasileiros. O tarifaço adicionará pelo menos 0,28 ponto percentual à inflação deste ano.
Não pense o consumidor que o choque elétrico irá parar por aqui. Para os próximos anos, estima-se que haja aumentos represados que ultrapassam 20%, porque custos bilionários de empréstimos e socorro às empresas serão repassados para os consumidores a partir de 2015. A energia que Dilma prometeu baratinha vai sair bem carinha.
As tarifas sobem no ritmo de um foguete porque as distribuidoras estão tendo que pagar preços altos para dispor de uma energia cada vez mais escassa, gerada por usinas térmicas altamente poluentes. Estão tendo que pagar caro porque só as concessionárias forçadas pelo governo se aventuraram a fornecer energia nas condições que Brasília impôs – e estão quebrando, como é o caso da Eletrobrás.
A realidade, esta malvada, move-se na contramão das decisões voluntaristas dos petistas de gabinete: conta de luz barata só é viável quando há sobra e não falta de energia, como está ocorrendo no país agora. Os sinais estão, portanto, trocados e as ideias do pessoal de Brasília, para variar, estão embaralhadas.
As empresas de energia elétrica foram fragilizadas e hoje não encontram segurança para investir. Sequer conseguem gerar caixa suficiente para fazê-lo. Ir a mercado para captar recursos é uma temeridade, já que nenhuma delas consegue vislumbrar horizonte longo o suficiente para seus negócios após a intervenção da mão peluda do Estado no setor.
O desarranjo no setor de energia também golpeia a competitividade da economia brasileira. O país mantém-se como um dos que pratica as mais caras tarifas em todo o mundo, conforme levantamento da Firjan. Para a indústria, o custo do megawatt-hora é o décimo mais alto em todo o mundo, superando com sobra concorrentes como China e Rússia.
O choque de alta voltagem ainda vem acompanhado de gastos estratosféricos incorridos até agora pelo Tesouro – ou seja, bancados por todos os contribuintes – para maquiar as tarifas e transformá-las em bandeira eleitoral. Cerca de R$ 32 bilhões já foram torrados, parte a fundo perdido, parte ainda a ser cobrada dos consumidores.
Não é difícil perceber que Dilma Rousseff, que desenhou todo o modelo elétrico em vigor, tratou a questão de maneira irresponsável e conduziu o setor a um túnel sem luz e sem saída. Na realidade, o que a presidente da República fez foi eletrocutar os brasileiros, lesados em sua boa-fé pela esperteza petista.

"Revitalização da orla é inaugurada e recebe nome de ex-secretário de Turismo"

Revitalização da orla é inaugurada e recebe nome de ex-secretário de Turismo.

A Orla Fluvial do Rio Paraguai recebeu o nome de Eulálio Farias de Carvalho em homenagem ao ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Barra do Bugres, entre 2005 e 2008.

A solenidade de inauguração da obra de revitalização da orla foi realizada no último sábado (19) dentro das comemorações alusivas ao aniversário de 70 anos do município e contou com a participação do prefeito Júlio Florindo, do vice-prefeito João Bosco, secretários municipais, vereadores, familiares e amigos de Eulálio.

O prefeito Florindo destacou a importância de Eulálio para Barra do Bugres e ressaltou a luta do ex-secretário para concretizar o sonho da revitalização do espaço.  “Estamos inaugurando uma obra que se arrasta há anos. Infelizmente ele não está mais entre nós para ver o resultado, dar o nome da orla é o mínimo que podemos fazer para nosso saudoso Eulálio. Que este espaço seja para celebrar com a família e amigos”, frisou o prefeito.

“Hoje estamos entregando uma obra que era o grande sonho de nosso companheiro de luta Eulálio e tenho certeza que a partir desta outras conquistas virão”, acrescentou Bosco.

O vereador Vanderson Vitor da Silva (Vandão) disse que o momento era especial para ele, pois Eulálio prestou grandes serviços ao município e sempre esteve envolvido no Festival de Pesca. “Uma homenagem muito justa”, frisou Vandão. “Agradeço ao prefeito pelo esforço em concluir esta obra que se tornará um ponto turístico em nossa cidade”, complementou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Jorge Piassa.

Eulálio morreu em 16 de dezembro de 2012, aos 55 anos de idade, em decorrência de problemas de saúde. Ele era empresário do ramo de caça e pesca, casado com Vitória e tinha duas filhas.

Emocionada, Vitória disse que apesar de Eulálio não estar mais entre nós, tinha certeza que ele estava muito feliz por que as melhorias na orla eram a concretização de seu sonho.


"João e Neto e Frederico animam os 70 anos de Barra do Bugres"

O município de Barra do Bugres comemora em grande estilo neste sábado (19) seus 70 anos de emancipação político-administrativa na Praça Ângelo Masson. A dupla João Neto e Frederico foi a escolhida para animar a grande festa, que começa às 21 horas.

João Neto deixou de lado a carreira de veterinário e Frederico a de engenheiro agrônomo para se dedicar à música, e pelo jeito a dupla não se arrepende da troca, afinal já construiu uma carreira  de sucesso e emplacou músicas como “Meu Anjo”, “Não É Chuva de Verão”, “Não Vou Mais Chorar”, “Revelação”, “À Sua Vista”, “Sai Pra Lá”, “Delegada”, “Pede Pra Sair”, “Difícil”, “Pega Fogo Cabaré” e “Chora”.

Por onde João Neto e Frederico têm passado eles arrastam multidões. Em Barra do Bugres eles prometem um show com muita animação e alto astral.


Outras atrações

Ainda fazem parte da programação de aniversário de Barra do Bugres a 6ª edição da Notei Gospel, na Praça Ângelo Masson, com a Banda Som e Louvor, nesta sexta-feira (18), a partir das 20 horas.


No dia 19 de abril, às 7h30, no Ginásio de Esportes Arlindo Buck, ato cívico; às 9 horas, visita à nova creche (extensão da Creche Manoel Custódio); seguida de visita a Biblioteca Municipal onde será disponibilizado aos estudantes da rede pública de ensino um conjunto contendo 10 computadores, repassados ao município pela Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secitec), por meio do Centro de Acesso à Tecnologia para Inclusão Social (Catis); inauguração do novo espaço do Ponto de Cultura (proximidades da Orla do Rio Paraguai); e entrega da obra da Orla do Rio Paraguai.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

"Ministro, senadores e deputado participam da Parecis SuperAgro"

O presidente do Diretório Regional do PP-MT, deputado Ezequiel Fonseca participa hoje (16) do encerramento da 7ª edição da Parecis SuperAgro, que ocorre no parque de exposições “Odenir Ortelan”, em Campo Novo do Parecis. 
 
A feira é direcionada aos produtores rurais para troca de experiências e, participação em palestras e cursos, além da mostra de novas tecnologias voltada para os seguimentos de sementes, fertilizantes, defensivos e maquinários.
 
O evento conta com a participação de lideranças nacionais como a dos senadores Aécio Neves, Cristovam Buarque e do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller. Além do presidente da Aprosoja-MT, Carlos Fávaro (PP).
 
Entre as palestras programadas para a feira, estão os temas: “Desafios no Manejo de Plantas Daninhas e Oportunidades para Tecnologias de Tolerância a Herbicidas”, com Mário Von Zuben, representante da Dow e o ciclo de debates com o senador Cristovam Buarque, com o tema "Educação de Qualidade Igual para Todos - Federalização da Educação Básica”.
 
A Parecis SuperAgro tem como diferencial divulgar as culturas de segunda safra, a safrinha de Mato Grosso. Atualmente, Campo Novo do Parecis, município onde acontece o evento é considerado a cidade com maior diversidade em culturas de segunda safra. E produz cerca de 70% da do milho brasileiro e 75% do girassol do país, tudo isso em 2º ciclo.
 
Para Ezequiel, o evento enfatiza um dos potenciais mais importantes do Estado e também destaca importância socioeconômica e ambiental do agronegócio.
 
“A super agro é a vitrine do agronegócio e da alta qualidade alcançada pelos produtos rurais de grande escala de nosso estado”, resumiu Ezequiel.

Adrielle Piovezan

'Som & Louvor se apresenta na 6ª Noite Gospel'

As festividades de aniversário de 70 anos de Barra do Bugres tem mais uma atração programada para a noite da próxima sexta-feira (18). A 6ª edição da Noite Gospel terá como atração principal a Banda Som & Louvor, que se apresenta na Praça Ângelo Masson.
As músicas do grupo falam do imenso amor de Deus, do cuidado que Ele tem para com seus filhos, e de como precisamos crer Nele para alcançarmos a vitória.
A banda surgiu há cerca de 25 anos, na Igreja Assembleia de Deus, em Jacundá (PA), e hoje tem em sua formação os músicos  Samuel (baterista e produtor musical), Jedson (vocalista e compositor), Deison (acordeon), Felipe (teclado), Marquinhos (baixo) e Alexandre (guitarra).
O primeiro CD da banda começou a ser gravado em 2005 e apresentou um estilo inovador no meio gospel, o forró, criticado por muitos, mas abençoado por Deus. O lançamento do primeiro trabalho, intitulado “Sinal Fechado”, ocorreu em 2006.
Em 2007 surgiu o Projeto Regravações que selecionou um detalhado repertório e resultou no CD “Usei a Fé”, lançado no ano seguinte. Este trabalho teve três músicas no topo das mais tocadas em algumas regiões do Brasil e as mais baixadas da internet no segmento gospel.
O aniversário de Barra do Bugres é comemorado no dia 19 de abril.

"Alunas apresentam resultado dos nós do macramê"

Os cursos oferecidos pela Prefeitura de Barra do Bugres, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho, tem qualificado cidadãos para que estejam inseridos na economia local, aumentem a renda familiar e tenham mais qualidade de vida. O curso foi realizado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Sindicato Rural.
Na semana passada um grupo de mulheres teve a oportunidade de aprender as técnicas básicas do bordado em macramê. O resultado foi apresentado na última sexta-feira (11).

A instrutora do Senar, Soraya Anderson Carneiro, explica que o básico do macramê está no nó duplo e o no festonê. “Aprendendo estes dois, o resto fica por conta da criatividade”, diz.
As dificuldades das primeiras tentativas de aprender o macramê foram superadas e o resultado final foi excelente, considera Soraya. A instrutora orienta que a linha para o bordado em macramê deve ser 100% acrílica para não deformar e frisa que uma peça com este bordado pode ter valorização de até 200%. “O macramê é muito delicado e trabalhoso. O resultado vai da dedicação de cada um”, salientou Soraya durante o encerramento do curso, deixando ainda um recado para as alunas. “Aperfeiçoem sempre e se dediquem em tudo que fizeram em suas vidas”.
Além do curso de bordado em macramê a Prefeitura, por meio da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Sustentável, ofereceu na semana passada os cursos de manutenção de máquinas agrícolas, no Sindicato Rural, e criação de frango no Assentamento Antônio Conselheiro. Ambos em parceria com o Sindicato Rural e Senar.
Interessados em participar dos cursos oferecidos pelo município em 2014 devem procurar o Cras União e o Cras Maracanã e deixar seu nome na lista de espera.
Mais informações pelo telefone 3361-2417.

" Mau negócio é todo o governo de Dilma"

Graça Foster deu ontem argumentos definitivos para que o Congresso instale uma CPI para apurar os escândalos na Petrobras. Não só admitiu que Pasadena foi mau negócio, mas também indicou que a lista de ruínas em que a estatal se meteu é mais extensa. Na realidade, o diagnóstico de Graça calha bem a todo o governo Dilma: sua gestão resume-se a um imenso canteiro de obras inacabadas, de promessas não cumpridas, de expectativas frustradas.
Se os argumentos apresentados pela oposição para justificar a criação de uma CPI para investigar os escândalos na Petrobras ainda não eram suficientes, Graça Foster deu ontem razões de sobra para que o Congresso comece imediatamente a apurar os malfeitos. Há todo um rol de maus negócios realizados pela companhia nos últimos anos; Pasadena é só um deles. CPI neles!
Ontem, pela primeira vez, a presidente da Petrobras admitiu que comprar uma refinaria no Texas por valor quase 30 vezes maior do que havia sido pago pelo antigo dono não foi nenhuma pechincha. “Não foi um bom negócio. Isso é inquestionável do ponto de vista contábil”, afirmou Graça, durante audiência pública no Senado.
Até pouco tempo atrás, a avaliação de Graça Foster era outra: o negócio de Pasadena se justificava plenamente pelas condições de mercado à época. Isso foi dito em audiência pública na Câmara em maio do ano passado e reiterado por Sergio Gabrielli, ex-presidente da empresa. Recentemente, o ministro Guido Mantega também manifestou a mesma opinião.
Resta claro que o governo não tem ideia nem avaliação clara sobre seus atos e suas iniciativas. São bons? Talvez. São ruins? Sei lá... Como a conta sempre sobra para o contribuinte ou para o consumidor, dá-se de ombros. O importante é fechar negócios, beneficiar quem está dentro do condomínio e contemplar com algum naco quem é sócio do butim.
Não é preciso ser nenhum gênio da raça para concluir que a compra de Pasadena não foi só um mau negócio; foi extremamente lesiva aos cofres públicos. Soube-se ontem que já foram gastos US$ 1,9 bilhão numa refinaria que custara US$ 42,5 milhões a seu antigo dono. Desde a compra, em 2006, a Petrobras enterrou mais US$ 685 milhões em investimentos na planta do Texas, que se somam aos US$ 1,2 bilhão pagos aos belgas.
A transação já resultou em perdas contábeis de pelo menos US$ 530 milhões, que jamais serão recuperados. Até dezembro passado, Pasadena só rendeu prejuízos – quanto exatamente, ninguém sabe. Diante disso, é “baixa a probabilidade de recuperação do investimento”, disse Graça na audiência de ontem. Negócios assim, nem de graça.
As roubadas em que a Petrobras tem se metido por orientação dos governos do PT são muitas – e sempre monumentais. A Abreu e Lima, em Pernambuco, já custou quase dez vezes mais e está indo para o sexto ano de atraso, sem produzir uma gota sequer de combustível. Já se tornou caso de estudo, por ser a mais cara refinaria já feita em todo o mundo, e de escárnio, em função do beiço dado pelo governo bolivariano da Venezuela no Brasil.
Já o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em construção em Itaboraí, já teve seu custo aumentado em 63%, de R$ 19 bilhões para R$ 31 bilhões. A inauguração, inicialmente prevista para 2012, só deve acontecer em agosto de 2016 e, mesmo assim, apenas da primeira das duas unidades de refino prometidas para o polo petroquímico. Negócios como estes, nem de graça.
Pasadena, Abreu e Lima, Comperj e mais um monte de lambanças deveriam ser “lições a serem aprendidas e não repetidas”, para usar palavras da própria Graça Foster. “Quando a gente vai para a rua com projetos que não estão acabados, o sobrepreço é inevitável”, admitiu a executiva, com sinceridade incomum entre os petistas, na audiência de ontem no Senado. São milhares as obras do governo do PT nestas condições. Quem vai pagar por elas?
A sinceridade de Graça Foster poderia contaminar todo o resto da equipe da presidente Dilma Rousseff. Afinal, sua gestão resume-se a um imenso canteiro de obras inacabadas, de promessas não cumpridas, de expectativas frustradas, de esperanças malogradas. Não é apenas a Petrobras que tem produzido resultados ruinosos. É todo o governo de Dilma que é um mau negócio. De cabo a rabo.

"Insatisfeito com a atuação do TCE, deputado volta a cobrar governador"

Insatisfeito com a falta de atuação dos poderes fiscalizadores do Estado, o deputado estadual Ezequiel Fonseca, presidente do diretório Regional do PP-MT, voltou a cobrar nesta terça-feira (15), um posicionamento do Tribunal de Contas (TCE) quanto a denúncia aplicada contra as empresas responsáveis pela recuperação das rodovias da região sudoeste de Mato Grosso.

Conforme o parlamentar, os serviços prestados de recapeamento asfáltico em um trecho de 90 km, entre Araputanga e Jauru, são de péssima qualidade. Ele se diz indignado com a falta de interesse dos órgãos em não fiscalizar à contento o andamento das obras públicas. “Já fiz dezenas de denúncias e nada foi feito, a situação nesse Estado é crítica”.

Nos próximos dias, o parlamentar acompanhado dos prefeitos da região devem se reunir com o governador Silval Barbosa para reivindicar um novo posicionamento do chefe do Executivo.

O progressista se queixou da luta travada na Assembleia Legislativa com os demais pares para aprovar o empréstimo de mais de R$ 200 milhões para a recuperação das rodovias, onde R$ 45 milhões foram para a região sudoeste. 

“Lutamos pela realização dessa obra de recuperação, e agora não vemos resultados por conta das empreiteiras. O recurso existe, mas as restaurações estão praticamente paralisadas e os órgãos fiscalizadores não estão cumprindo seu papel perante a sociedade”, finalizou.

O deputado lamentou a atuação do TCE em não se posicionar com as cobranças realizadas ao longo dos meses. A restauração de todo trecho está orçada em R$ 11,2 milhões.

Adrielle Piovezan

" Os verdadeiros cupins da Petrobras"

Dilma Rousseff finalmente falou sobre os escândalos na Petrobras. E o fez como um boneco teleguiado, instruída pelo seu tutor e orientada pelo marketing. Ela deveria ter apontado o dedo acusador para os verdadeiros culpados: os cupins que o PT instalou na estatal e que vêm carcomendo suas entranhas. Deveria ter prestado contas sinceras, ao invés de falsear números até que eles confessem o que quer o governo – como tem se tornado praxe na atual gestão.
Depois de semanas de silêncio, Dilma Rousseff resolveu ontem falar sobre a Petrobras. Sob orientação de seu tutor, apontou seu dedo acusatório para a direção errada: os culpados pelo desmonte da empresa estão lá dentro, instalados pelo PT. A presidente falseou informações e, seguindo uma tônica da gestão petista, torturou números. Esta cantilena não cola mais.
Dilma seguiu as ordens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recusa a desencarnar do cargo que ocupou por oito anos. Instruída pelo marketing, a petista ressuscitou velhos estratagemas petistas, como a divisão da sociedade entre “nós”, os bonzinhos, e “eles”, os malvadões. Esta história já deu.
Em Pernambuco, Dilma fez as mesmas acusações levianas de sempre, dizendo que aos críticos da Petrobras interessa ver a empresa privatizada, embora seu governo tenha tido que socorrer-se de idênticas soluções em diversas áreas da infraestrutura para evitar naufragar de vez – e a oposição jamais tenha cogitado vender qualquer naco da petrolífera. Este papo já cansou.
Os dados da realidade são sempre contrários ao que afirmam os petistas: Paulo Roberto Costa preso, na primeira vez na história em que um ex-diretor da Petrobras vai para a cadeia; Nestor Cerveró demitido por um erro que cometeu oito anos atrás, também quando ocupava uma diretoria na empresa; André Vargas fora da Câmara dos Deputados por envolvimento com o mesmo doleiro que está no vértice da roubalheira na estatal... São fatos.
Serão estes a quem Dilma acusa de “ferir a imagem da empresa”?
Batidas policiais na sede da Petrobras, documentos e mais documentos apreendidos comprovando que a estatal foi usada para desviar dinheiro público, 28 pessoas indiciadas pela Polícia Federal sob suspeita de participar de crimes como evasão de divisas, desvio de recursos públicos, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e financiamento ao tráfico de drogas, num esquema que pode ter surrupiado R$ 10 bilhões da Petrobras. São fatos.
Será isso o que Dilma chama de “todo tipo de malfeito, ação criminosa, tráfico de influência, corrupção ou ilícito”?
Foram todos cometidos por gente que o PT botou dentro da Petrobras. Boa parte deles foram perpetrados durante o período em que a hoje presidente da República comandava o conselho de administração da estatal. Será que é a ela própria que Dilma acusa?
O que dizer dos pareceres falhos e incompletos que embasaram negócios bilionários e equivocados da Petrobras, conforme a própria Dilma admitiu no mês passado? Das transações descabidas que levaram a companhia a desembolsar quase 30 vezes mais por ativos obsoletos? Foram fabricados pela linha de produção da oposição ou são da lavra própria dos cupins que o PT instalou dentro da estatal?
Melhor seria reconhecer que foram iniciativas promovidas pela própria diretoria da Petrobras durante a gestão petista e que a representação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União classificou como “danos aos cofres públicos, ato antieconômico e gestão temerária” e, portanto, passíveis de punições que podem alcançar até mesmo Dilma.
Seguindo sua prática de torturar os números até que eles confessem, a presidente disse em cima do palanque que hoje a Petrobras vale muito mais do que valia quando o PT chegou ao governo. Mas omitiu que a estatal chegou a valer mais que o dobro do que vale agora e que, da décima maior empresa do mundo, tornou-se atualmente a 121ª. Se isso não for uma debacle, o que mais é?
Dilma também não mencionou que a dívida da empresa multiplicou-se por quase quatro vezes durante sua gestão, ou seja, em apenas três anos, transformando a nossa Petrobras na companhia não financeira mais endividada em todo o mundo.
No discurso, Dilma louvou os altos investimentos da Petrobras nos últimos anos, mas não contou para a distinta plateia que eles não têm se revertido em mais produção. Nos últimos dois anos, a empresa extraiu menos petróleo que nos anteriores – queda consecutiva inédita nos seus 60 anos de história. Se tivesse cumprido suas metas, o nível atual de produção deveria ter sido atingido em 2006, oito anos atrás – aliás, desde 2003 elas não são atingidas.
Não há, como afirmou ontem a presidente da República, “ações individuais e pontuais” destruindo a Petrobras. Há, isto sim, uma estratégia equivocada, definida a partir do Palácio do Planalto desde a época de Lula que está conduzindo os negócios da maior estatal brasileira para o buraco e transformando a companhia num butim carcomido por cupins que agem sob beneplácito do PT.

"Projeto contempla instalação de biofossas em 25 municípios"

O grupo executivo do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal apresentou na última sexta-feira (11), em Barra do Bugres, o projeto das biofossas, uma alternativa para o tratamento de água e esgoto e uma opção para substituir as fossas comuns que contaminam o lençol freático.
Um projeto encaminhado pelo grupo executivo do pacto ao HSBC beneficiará os 25 municípios da área de abrangência das cabeceiras do Pantanal, que serão contemplados com recursos para a instalação de 40 biofossas.
Segundo o consultor ambiental e coordenador do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Sepotuba, Décio Eloi Siebert, o projeto das biofossas foi idealizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), será patrocinado pelo HSBC e executado pelo WWF em parceria com o Instituto Pantanal-Amazônia de Conservação (Ipac) e prefeituras.
O pacto é voltado às ações de preservação e conservação de nascentes do Pantanal.
A biofossa é um processo que utiliza bactérias biodigestoras e depois de um processo triplo. A água pode ser utilizada para jardinagem, lavagem de calçadas, irrigação, entre outros, menos para o consumo humano. “A instalação de biofossas é uma alternativa tecnicamente viável, de eficiência comprovada, de baixo custo de implantação e pode ser instalada em qualquer lugar”, explica Siebert. “A Embrapa promoverá capacitações para os técnicos dos municípios com o objetivo de prepará-los para a difusão desta técnica na região”, acrescenta.
Da Prefeitura de Barra do Bugres participaram da reunião secretários municipais, bióloga e técnicos do meio ambiente.

"Presidente da Petrobras: compra de refinaria nos EUA 'não foi bom negócio'"

A presidente da Petrobras, Graça Foster, reconhece que “não foi definitivamente um bom negócio” a compra pela estatal brasileira da refinaria de Pasadena, em Houston, nos Estados Unidos.
Em audiência pública, nesta terça-feira (15), nas comissões de Assuntos Econômicos e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, a dirigente admitiu perda de 530 milhões de dólares no “teste do impairment” – conceito contábil que define a redução do valor recuperável de ativos. “Isso aí é inquestionável do ponto de vista contábil. Quando você dá baixa num resultado é porque, neste momento, o projeto transformou-se em uma iniciativa de baixa probabilidade de recuperação”, acrescentou.
Questionada por 27 senadores durante seis horas, Graça Foster repetiu a versão da presidente Dilma Rousseff de que a aquisição de 50% das ações de Pasadena fora autorizada pelo conselho de administração da estatal, em 3 de fevereiro de 2006, com base em resumo executivo elaborado pelo então diretor da Área Internacional, Nestor Cerveró.
O resumo, na versão de Graça Foster e de Dilma Rousseff, omitia qualquer referência às cláusulas Marlim e Put Option que integravam o contrato. O negócio foi fechado em 2006 por 360 milhões de dólares.
A cláusula Marlim garantia à empresa belga Astra Oil, sócia da Petrobras America Inc, rentabilidade mínima de 6,9% ao ano. A Put Option – ou opção de venda – obrigava a Petrobras a comprar a participação da Astra, em caso de conflito entre os sócios na condução do negócio.
Conflitos entre empresas
Conforme o relato da presidente da Petrobras, os conflitos começaram quando a empresa brasileira decidiu implantar um novo processo produtivo, em 2008. Nesse ano o conselho de administração da Petrobras não autorizou a compra de 50% do restante da Pasadena. “Nesse momento, começa um relacionamento conflituoso entre Petrobras e o grupo Astra.”

Após se afastar da gestão da Pasadena, a Astra exerceu a opção de venda de suas ações para a Petrobras, validada por um laudo arbitral. Mesmo recorrendo à justiça americana, a estatal acabou fechando um acordo extrajudicial para a compra de 50% das ações restantes. O controle total da refinaria em Houston custou à empresa brasileira 1,25 bilhão de dólares, valor confirmado por Graça Foster.
De acordo com a presidente da Petrobras, o negócio deixou de ser atrativo pela redução das margens de refino de óleo pesado e leve, pela descoberta do pré-sal e pela modernização do parque industrial da empresa no Brasil.
Providências
Vários senadores, como Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Eduardo Suplicy (PT-SP), Pedro Taques (PDT-MT) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES), questionaram Graça Foster sobre as providências diante da omissão de dados das cláusulas Marlim e Put Option do sumário executivo apresentado pelo diretor Nestor Cerveró ao conselho de administração.

Graça Foster disse que Cerveró foi afastado da diretoria da Petrobras, assumindo, em seguida, o cargo de diretor financeiro da BR Distribuidora, subsidiária responsável pela comercialização e distribuição de derivados do petróleo no País. Em 21 de março deste ano, ele foi destituído também desse cargo, pelo conselho de administração da BR.
Como Graça Foster afirmou que Cerveró havia sido removido para uma posição inferior, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) perguntou se a diretoria financeira da BR Distribuidora seria modesta.
Outro ex-diretor envolvido na negociação, o de refino e abastecimento, Paulo Roberto Costa, segundo Aloysio Nunes, permaneceu no cargo durante vários anos após a presidente Dilma e Graça Foster terem constatado que ele também havia "omitido dolosamente" a informação sobre as cláusulas desfavoráveis à Petrobras. “Deveriam ter sido demitidos os dois, assim que foi percebida a deslealdade na condução do processo. Mas permaneceram. E permaneceram seguramente porque têm costas quentes. E aí nós chegamos ao cerne da questão”, acrescentou.
Paulo Roberto Costa está preso sob acusação de lavagem de dinheiro, após a operação Lava Jato da Polícia Federal.

Resultados do investimento
Durante seu depoimento, a presidente da Petrobras procurou refutar a informação de que a refinaria teria custado à Astra apenas 42,5 milhões de dólares. Graça Foster estimou que entre o valor da compra, em 2004, e os investimentos antes da venda à estatal brasileira, a empresa belga teria desembolsado "no mínimo" 360 milhões de dólares.

Depois de receber investimentos novos da Petrobras de 685 milhões de dólares no período de 2006 a 2013, a refinaria de Pasadena começou a apresentar resultados positivos de 40 milhões de dólares a 50 milhões de dólares mensalmente, neste ano. A razão para isso, segundo Graça Foster, é o refino de dois tipos de petróleo de xisto – Eagle Ford e Bakken.
O problema, como apontou a dirigente, é que Pasadena não tem mais a prioridade de oito anos atrás. O Brasil hoje, conforme disse, está mais preocupado com o aproveitamento de suas próprias descobertas de petróleo, que "são enormes e não somente da Petrobras, mas de outras companhias".

"Executivo propõe salário mínimo de R$ 779,79 na LDO de 2015"

O governo federal prevê salário mínimo de R$ 779,79 para 2015, o que significa um aumento de 7,71% em relação aos R$ 724 atuais. O dado foi divulgado nesta terça-feira (15) em coletiva dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, sobre os principais pontos da proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2015, entregue hoje ao Congresso. A proposta chega sem as regras do orçamento impositivo.
Pelas regras atuais, o ano de 2015 será o último no qual será adotada a atual fórmula de correção do salário mínimo, ou seja, variação da inflação do ano anterior e do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. A política de reajuste (Lei12.382)  foi aprovada pelo Congresso em 2011.

Superavit
Para 2015, o governo estabeleceu a meta desuperavit primário em 2,5% do PIB - R$ 143,3 bilhões em economia, com projeção de percentuais iguais para 2016 e 2017. Esse é o mesmo valor previsto pelo governo para este ano, anunciado em fevereiro. Desse total, R$ 114,6 bilhões (2% do PIB) correspondem à parcela da União.

O restante (R$ 28,7 bilhões) da economia fica a cargo de estados e municípios - caso não cumpram a meta, o governo federal poderá compensar com, por exemplo, cortes no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Se houver um cenário melhor, se a economia de 2015 crescer mais, vamos elevar a meta de superavit primário. Sempre à custa do governo central”, disse Mantega. O ministro também confirmou que o governo buscará manter a meta de superavit para este ano em 1,9%.
Inflação e dívida
A projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na avaliação do governo, deve chegar a 5% em 2015, um ponto percentual a menos que o previsto pelo último relatório Focus (6%), feito por analistas de mercado e divulgado semanalmente pelo Banco Central.

O governo estima que a dívida pública líquida chegue a 33% do PIB – estimativa um pouco menor do que a apresentada em fevereiro (33,6%), quando foi anunciado o contingenciamento do orçamento de 2014. Em 2002, o percentual era de 60,4%.
Crescimento econômico
O crescimento do PIB previsto pelo Executivo para o ano que vem é de 3%, maior que os 2% indicados pelo relatório Focus. O valor nominal do crescimento da economia está em R$ 5.733 bilhões.

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Oposição reclama que a proposta ignora a execução obrigatória das emendas; já os aliados dizem que o texto reflete o otimismo do governo.
Para Mantega, a alta do dólar e o aumento do preço dos alimentos, por causa da seca prolongada no início do ano, não se repetirão em 2015. Assim, o governo espera alcançar a meta de crescimento de 3%. "Além dos choques de alimentos tivemos a pressão do câmbio. Em 2015 não temos pressão de câmbio, que deve ficar a R$ 2,40. As variáveis internacionais estão mais acomodadas", afirmou o ministro.
Prioridades
As prioridades da LDO 2015 são as mesmas da lei de 2014: os programas Brasil sem Miséria, PAC e Minha Casa, Minha Vida.

Na LDO, o governo estabelece as metas e prioridades da administração pública federal. O texto consolida as propostas de cada Poder (Executivo, Legislativo e Judiciário) e do Ministério Público da União.
De acordo com a Constituição, hoje é a data limite para o Executivo enviar a proposta ao Legislativo. Os parlamentares precisam aprovar o texto até 17 de julho, caso contrário o recesso parlamentar do meio do ano é cancelado.
Relatório Focus
A inflação medida pelo IPCA em 2014 está em 6,47%, de acordo com o relatório Focus divulgado na última sexta-feira (11). Há quatro semanas, a estimativa estava em 6,11%. Para 2015, a projeção subiu, na última semana, de 5,84% para 6%.

O crescimento do PIB deste ano, segundo o relatório, deve ser de 1,65%, pequena alta em relação à análise da semana passada (1,63%).
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Newton Araújo